O vice-presidente nacional do PT (Partido dos Trabalhadores) e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, afirmou na quarta-feira (5) que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, vive em “condições precárias” na Espanha.
Em entrevista ao Poder360, Quaquá disse manter uma “ótima relação” com Lulinha. O filho do presidente Lula (PT) é alvo de três inquéritos da PF (Polícia Federal) por suspeita de tráfico de influência e corrupção.
“Eu conheço bem o Fábio Lula. É um cara que vive hoje em condições espartanas, precárias, inclusive, na Espanha”, destacou Quaquá. Em seguida, ele manifestou acreditar na inocência de Lulinha.
“Imagina, um presidente que está a três mandatos na Presidência da República, se os filhos tivessem cometido ilicitudes, hoje era para esse cara [Lulinha] estar rico, de fato ter uma Ferrari ou ser sócio de uma grande empresa. Então, o que vai ficar dessa história toda é que ele não tem Ferrari, não é sócio da JBS, vive em condições de classe média e não é um cara rico”, completou Quaquá.
Por que Lulinha é investigado pela PF?
Atualmente, Lulinha é alvo de três inquéritos da Polícia Federal. A abertura de dois deles foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal). Um terceiro teve aval do ministro do Supremo Flávio Dino.
A PF apura se Lulinha teria atuado junto ao Ministério da Saúde em negociações ligadas ao processo de autorização para comercialização de produtos à base de cannabis.
O interesse pelos medicamentos já esteve relacionado à investigação conduzida pela própria PF para averiguar possíveis conexões entre Lulinha e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, um dos principais operadores no esquema de desvios bilionários da Previdência Social.
Defesa de Lulinha pede acesso a investigações
Como mostrou a CNN Brasil na última terça-feira (4), a defesa de Lulinha pediu acesso às investigações que miram seu cliente. Os defensores afirmam que o filho do presidente “prestará todos os esclarecimentos”.
À CNN Brasil, o advogado Guilherme Suguimori, que representa Lulinha, relatou que a defesa já havia solicitado acesso à investigação envolvendo o Ministério da Saúde e que pediu informações sobre os demais processos.
“Nós não tivemos acesso aos inquéritos. Hoje, estamos pedindo acesso aos dois mais recentes. E a partir daí teremos mais clareza. Mas a postura de Fábio é de esclarecimento: nossa intenção é oferecer documento e dar depoimento. Paralelamente, também estamos de olho em qualquer irregularidade”, disse .
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