Na política, quem espera o calendário eleitoral chegar costuma largar atrás. E, embora as atenções estejam voltadas para as eleições estaduais e federais de 2026, os bastidores de três importantes municípios do Vale do Mamanguape já começam a respirar a sucessão municipal de 2028.
Em Cuité de Mamanguape, Pedro Régis e Rio Tinto, interlocutores acompanham de perto os movimentos dos prefeitos Helhinho Souza, Michele Ribeiro e Magna Gerbasi, todos em seu segundo mandato consecutivo e, portanto, impedidos de disputar a reeleição.
Publicamente, os três gestores mantêm o discurso voltado para 2026. O objetivo imediato é fortalecer seus respectivos grupos políticos nas eleições para governador, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa. Nos bastidores, porém, o assunto sucessão já ocupa espaço nas conversas de lideranças, vereadores e aliados.
Embora nenhum dos prefeitos tenha revelado quem pretende apoiar para sucedê-lo, as especulações já movimentam o cenário político regional. Entre os nomes cogitados por aliados e observadores da política local aparecem vice-prefeitos, vereadores, secretários municipais e familiares dos atuais gestores.
A avaliação predominante entre articuladores políticos da região é que a escolha do sucessor será estratégica para garantir a continuidade dos projetos administrativos e preservar a influência dos grupos que hoje comandam os três municípios.
Como ensina a velha máxima da política, a sucessão começa muito antes do período eleitoral. E, no Vale do Mamanguape, esse jogo já começou, ainda que de forma silenciosa, discreta e longe dos holofotes.
Enquanto o eleitor acompanha a corrida de 2026, nos bastidores as peças já começam a ser movimentadas para um novo tabuleiro: a disputa pelas prefeituras em 2028.
Chico Soares: onde os bastidores viram notícia






