A movimentação que coloca o senador Efraim Filho no comando do PL na Paraíba não é apenas uma troca de direção partidária. Trata-se de um reposicionamento estratégico com impacto direto no tabuleiro eleitoral de 2026.
A oficialização ocorreu em Brasília, em agenda com o presidente nacional da sigla, Valdemar da Costa Neto, consolidando uma articulação que já vinha sendo construída desde a filiação de Efraim ao partido. O gesto foi político, calculado e carregado de simbolismo. Tapete vermelho, protagonismo e, principalmente, a entrega de uma máquina partidária robusta nas mãos de um nome que reúne densidade eleitoral e identidade ideológica compatível com o campo da centro-direita.
Efraim chega ao comando do PL fortalecido por três fatores centrais. O primeiro é sua capilaridade. Trata-se de um político com trânsito consolidado em diversas regiões do estado, algo que poucos nomes conseguem manter de forma homogênea. O segundo é sua trajetória recente. Em 2022, surpreendeu ao se viabilizar em um cenário competitivo, mostrando capacidade de crescer durante a campanha, uma característica valiosa em disputas majoritárias. O terceiro é o contexto partidário. Agora, ele não apenas disputa uma eleição, mas controla um instrumento decisivo para moldá-la.
O PL, sob sua liderança, tende a operar com musculatura ampliada. Fundo eleitoral robusto, tempo de televisão relevante e uma estrutura nacional alinhada criam as condições objetivas para uma candidatura competitiva ao Governo do Estado. Não por acaso, a reorganização da sigla na Paraíba tem como pano de fundo a construção de um palanque forte, com reflexos tanto na disputa majoritária quanto nas proporcionais.
Outro elemento que reforça esse cenário é a composição interna. A presença de figuras como Cabo Gilberto na vice-presidência estadual e Marcelo Queiroga na tesouraria e como pré-candidato ao Senado indica que o partido busca não apenas unidade, mas também amplitude dentro do campo oposicionista. A imagem divulgada por Valdemar, reunindo essas lideranças, sinaliza coesão e alinhamento estratégico.
Do ponto de vista eleitoral, o movimento reposiciona Efraim como um ator que não pode ser subestimado. Ao assumir o controle de um partido com forte presença nacional e recursos significativos, ele passa a ter melhores condições de sustentar uma campanha de longo alcance, com capacidade de crescimento ao longo do processo, exatamente o perfil que já demonstrou anteriormente.
A leitura mais fria do cenário indica que sua candidatura ganha lastro real para disputar espaço no segundo turno. Não se trata apenas de intenção ou projeção política, mas de uma equação que envolve estrutura, tempo de exposição, alianças e histórico de desempenho eleitoral.
Em um ambiente político cada vez mais fragmentado, quem controla um partido competitivo larga na frente. E, neste momento, Efraim Filho deixa de ser apenas um nome no jogo para se tornar um dos seus principais protagonistas.
Por: Napoleão Soares








