A manhã desta terça-feira, 14 de abril, abriu mais um capítulo de forte tensão institucional em Cabedelo. A Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com o Gaeco e a Controladoria-Geral da União, teve como foco uma investigação sobre suposta organização criminosa voltada a fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de facção criminosa com atuação na cidade. Segundo a apuração, o esquema pode ter movimentado até R$ 270 milhões em contratos sob suspeita.
Entre os 13 nomes apontados como alvos da operação estão: Edvaldo Manoel de Lima Neto, Josenilda Batista dos Santos, Vitor Hugo Peixoto Castelliano, Luciano Junior da Silva, Aldecir Monteiro da Silva, Rougger Xavier Guerra Junior, Diego Carvalho Martins, Rita Bernadeth Moura Medeiros, Claudio Fernandes de Lima Monteiro, Cynthia Denize Silva Cordeiro, Tanison da Silva Santos, Genilton Martins de Brito e Manuella Trevizan da Silva. A relação foi divulgada em apurações publicadas nesta terça-feira.
O nome que mais chama atenção no plano político é o de Edvaldo Neto, afastado cautelarmente do cargo dois dias após ter sido eleito na eleição suplementar de Cabedelo. A presença de Vitor Hugo entre os alvos amplia ainda mais o peso político da operação e reforça a dimensão do terremoto institucional que volta a atingir o município portuário.








