O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou, nesta terça-feira (4), a tabela com a representatividade dos partidos e federações que será utilizada como referência para a distribuição do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, além da participação de candidatos nos debates das Eleições 2026.
A definição considera a representação das siglas no Congresso Nacional e inclui somente os partidos e federações que alcançaram os requisitos estabelecidos pela cláusula de barreira prevista na Emenda Constitucional nº 97/2017.
Para estabelecer o tempo destinado à propaganda eleitoral gratuita, o TSE levou em consideração 510 deputados federais eleitos. A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, aparece com a maior parcela, com 1min54,7s de propaganda no rádio e na televisão. A federação possui uma bancada de 104 deputados.
O PL vem logo depois, com 98 deputados federais e 1min48,4s de propaganda. Em seguida está a Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, com 81 deputados.
Também estão entre as maiores bancadas o PSD, com 42 deputados, e MDB e Republicanos, com 41 parlamentares cada.
A divisão também contempla o Podemos, com 20 deputados; a Federação PSDB-Cidadania, com 18; PDT, com 16; PSB, com 15; Federação PSOL-Rede, com 15; Federação Renovação Solidária, com 12; e Avante, com sete deputados.
Debates
O critério utilizado pelo TSE para estabelecer a participação das candidaturas nos debates é diferente. Nesse caso, foi considerada a soma de deputados federais e senadores eleitos pelos partidos e federações que cumpriram a cláusula de desempenho.
Ao todo, 591 parlamentares foram considerados nesse cálculo.
A Federação União Progressista também aparece na liderança, com 124 parlamentares. O PL ocupa a segunda posição, com 107, enquanto a Federação Brasil da Esperança soma 89.
PSD e MDB aparecem na sequência, ambos com 49 parlamentares. Depois estão Republicanos, com 44; Podemos, com 25; Federação PSDB-Cidadania, com 24; Federação PSOL-Rede, com 20; PDT e PSB, com 18 cada; Federação Renovação Solidária, com 17; e Avante, com sete.
De acordo com o TSE, três deputados federais não foram considerados nos dois cálculos porque integram partidos que não atingiram os requisitos previstos na cláusula de desempenho.
Reflexos na Paraíba
A tabela divulgada pelo TSE será utilizada como referência durante a campanha eleitoral para a distribuição do tempo de propaganda gratuita e para definir as candidaturas que terão direito a participar dos debates realizados pelas emissoras.
Com base nos critérios divulgados, o Conversa Política fez uma estimativa do tempo que cada uma das candidaturas desenhadas para a disputa na Paraíba poderá ter no guia eleitoral.
O cenário, neste momento, favorece a futura chapa de reeleição do governador Lucas Ribeiro (PP), que deverá concentrar o maior tempo de propaganda no rádio e na televisão, com 5min38,3s.
A aliança governista conta, até o momento, com a Federação União Progressista (União Brasil e PP), a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), Republicanos, Podemos, PDT, PSB e a Federação Renovação Solidária (PRD e Solidariedade).
Já a chapa encabeçada pelo pré-candidato Cícero Lucena (MDB) reúne, por enquanto, MDB, PSD e Federação PSDB-Cidadania. A estimativa é de que o grupo tenha 2min00,8s de propaganda.
O senador Efraim Filho (PL), por sua vez, mantém uma candidatura sem coligação partidária e conta apenas com o tempo de propaganda correspondente à representatividade nacional do PL.
O espaço do partido, no entanto, é o segundo maior entre as legendas, ficando atrás apenas da Federação União Progressista, com 1min48s.
Créditos: Jornal da Paraíba







