O secretário de Desenvolvimento Urbano de João Pessoa, Marmuthe Cavalcanti, fez duras críticas ao protesto realizado por comerciantes no entorno do Mercado Central de João Pessoa, nesta quinta-feira (30). A manifestação, marcada por queima de materiais e bloqueio de vias, foi classificada pelo gestor como “totalmente precipitada” e “descabida”.
O ato ocorreu após a Prefeitura notificar trabalhadores para desocuparem a área em até 72 horas, como parte do cronograma das obras de requalificação do espaço. Segundo Marmuthe, a reação foi exagerada diante de uma medida que já vinha sendo discutida com antecedência.
“O diálogo sempre foi prioridade. É uma gestão que tem empatia e busca não prejudicar o sustento de ninguém”, afirmou o secretário, destacando que reuniões anteriores já haviam tratado da reorganização dos comerciantes.
De acordo com ele, o projeto de intervenção no Mercado Central vem sendo planejado desde o ano passado, com tentativas de realocação dos trabalhadores para espaços disponíveis. “Não é novidade. Já identificamos boxes fechados e alternativas para acomodar essas pessoas com tranquilidade”, pontuou.
Apesar disso, o clima entre os comerciantes é de insatisfação. Muitos alegam surpresa com o prazo estipulado e dizem não ter clareza sobre para onde serão transferidos durante as obras. A insegurança quanto à continuidade das atividades motivou o protesto, que afetou o trânsito em uma das principais áreas da capital.
Diante da crise, o prefeito Leo Bezerra convocou uma reunião emergencial com ambulantes e comerciantes no Centro Administrativo Municipal, no bairro de Água Fria. A expectativa é de que o encontro ajude a construir alternativas e reduzir a tensão.
Nos bastidores, o episódio já é visto como um desafio político para a gestão municipal, que tenta conciliar a execução de uma obra considerada estratégica com a pressão de trabalhadores que dependem do comércio informal.
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