A política de Mamanguape ganhou um tempero extra nos bastidores após uma fala cirúrgica do prefeito Joaquim, em entrevista ao jornalista Napoleão Soares, do Blog Chico Soares. Em meio ao cenário em que situação e oposição sinalizam voto no vice-governador Lucas Ribeiro para o Governo da Paraíba — inclusive com lideranças oposicionistas, como o deputado Eduardo Brito, na mesma direção — o gestor preferiu o tom da cautela, mas não deixou de “carimbar” um recado.
Ao ser questionado sobre como observa esse movimento inusitado, Joaquim foi direto ao ponto: a política, segundo ele, é reflexo do que a gestão entrega no dia a dia.
“Eu sempre falo: a administração vai refletir na política, vai refletir no resultado eleitoral. É isso que eu acredito”, afirmou, reforçando que aprovação alta não nasce de discurso, mas de parceria e resultado.
“Ninguém faz nada sozinho”
Na resposta, o prefeito fez questão de destacar o que chamou de parceria conjunta: o vice-governador Lucas Ribeiro, o governador João Azevêdo, o deputado Hugo Motta e a deputada Danielle do Vale — grupo que, segundo ele, tem sido decisivo para destravar ações e manter a gestão bem avaliada.
“Essa parceria conjunta tá fazendo com que a gente consiga ter essa aprovação alta. A gente não consegue fazer nada sozinho”, disse.
Cautela no tom, recado no conteúdo
Joaquim afirmou encarar com tranquilidade o fato de a oposição também caminhar com Lucas, mas acrescentou o elemento que virou assunto nas rodas políticas: o prefeito diz que o povo sabe separar quem entrega de quem aparece.
E foi aí que veio a “boa malícia” — com respeito, mas com endereço certo:
“Não adianta chegar, tirar foto e dizer que vai votar sem pedir nada pra Mamanguape. Isso não vai acrescentar em nada”, disparou.
A fala, embora sem citar nomes, soa como alerta: voto não é brinde, é contrato político. E, na leitura do prefeito, a cidade já aprendeu a cobrar o essencial: obra, serviço, início e prazo.
“O povo quer saber o que a gente tá fazendo, o que vai fazer e quando vai começar. É isso que as pessoas esperam”, completou.
A mensagem por trás da mensagem
Na prática, Joaquim sustenta que o cenário eleitoral será tratado “no tempo certo”, mas deixa claro que a campanha, em Mamanguape, passa antes pela régua da entrega. Quem quiser colher voto — seja da base ou da oposição — terá que apresentar algo concreto para a cidade.
No fim, a entrevista revela mais que um comentário sobre alianças: mostra que, em Mamanguape, a disputa não será só por palanque, mas por resultado.
Por Napoleão Soares – Blog Chico Soares









