O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PT), fez duras críticas ao cenário político nacional após a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Em publicação nas redes sociais, ele classificou a articulação política no Congresso como uma “metástase” e acusou a existência de um acordo entre setores do Centrão e da extrema direita.
A declaração ocorre após o Senado Federal rejeitar, por 42 votos a 34, a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para a aprovação, eram necessários ao menos 41 votos favoráveis.
Ricardo Coutinho afirmou que a decisão do Senado não teve motivação técnica, mas política. “A rejeição do nome de Jorge Messias, sem ter qualquer motivo, apenas por ser uma indicação do presidente Lula, demonstra algo muito mais profundo”, disse.
Na avaliação do ex-governador, há uma articulação que visa enfraquecer o governo federal e interferir em investigações relevantes. “Existe um grande acordão entre o centrão e a extrema direita”, declarou.
Ele também associou esse suposto movimento a tentativas de barrar investigações e influenciar decisões políticas no país.
Durante o desabafo, Coutinho defendeu uma reação mais firme do governo federal diante do cenário político. “É preciso que o governo Lula dê uma resposta à altura. Não dá para continuar sendo aliado de quem quer destruir o Brasil”, afirmou.
Segundo ele, o atual ambiente político “não faz parte do jogo democrático” e exige posicionamento mais contundente do Executivo.
O ex-governador também direcionou críticas à bancada paraibana no Senado, citando nominalmente os senadores Daniela Ribeiro (PP) e Efraim Filho (PL). “Votaram contra a indicação para fragilizar o governo do presidente Lula”, afirmou.
A análise da indicação de Jorge Messias ocorreu após cinco meses de impasse. Ele passou por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde obteve 16 votos favoráveis e 11 contrários, antes de seguir para o plenário.
A votação final foi secreta, o que gerou incerteza nas projeções de apoio. Apesar de o governo estimar maioria, o resultado acabou frustrando a expectativa do Palácio do Planalto.
A rejeição marca um episódio raro na política recente, já que indicações presidenciais ao STF costumam ser aprovadas pelo Senado.
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