Por Napoleão Soares
A Paraíba já acompanhou dois debates entre os candidatos ao Governo do Estado nesta campanha. Ambos tiveram formatos distintos, características próprias e cumpriram um papel importante para a democracia: apresentar ideias, confrontar propostas e permitir que o eleitor conheça melhor quem pretende governar o estado.
Na minha avaliação, não houve um vencedor absoluto. Cada candidato teve momentos de maior destaque. Em determinados blocos, Lucas Ribeiro foi mais consistente; em outros, Efraim Filho conseguiu imprimir seu ritmo; e Cícero Lucena também teve intervenções relevantes. Essa alternância demonstra o equilíbrio observado nos dois encontros.
O segundo debate, no entanto, revelou uma evolução natural dos três postulantes. Com a ansiedade da estreia superada, todos demonstraram maior desenvoltura, segurança e domínio dos temas, elevando o nível da discussão.
Um aspecto que chamou minha atenção foi a postura do governador Lucas Ribeiro. Conhecido por um perfil mais discreto e ponderado, apresentou uma atuação mais firme, combativa e segura quando provocado. Não significa dizer que venceu o debate, mas foi, sem dúvida, uma mudança perceptível em relação à expectativa criada nos bastidores. O desempenho indica um trabalho consistente de preparação conduzido por sua equipe de comunicação.
O mais importante, porém, é que os debates continuem priorizando propostas. A Paraíba precisa discutir infraestrutura, saúde, educação, segurança pública, geração de empregos e desenvolvimento regional. O eleitor ganha quando as ideias ocupam o espaço das ofensas e quando os projetos falam mais alto do que as provocações.
Se os próximos encontros mantiverem esse nível de debate e aprofundarem as soluções para os problemas do estado, quem sairá vencedor será, acima de tudo, o povo paraibano.







