O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) oficializou, nesta segunda-feira (27/7), sua candidatura à Presidência da República nas eleições deste ano. A convenção nacional do partido foi realizada em Brasília (DF) e contou com a presença do presidente da legenda, Eduardo Ribeiro.
O mineiro lança sua candidatura nas ruas sem ter definido, ainda, um nome para ser seu vice. E, pela postura adotada, coloca o governo Lula, PT e o Supremo Tribunal Federal (STF) como seus principais adversários. “Tudo o que dá certo neste país parece que o PT não gosta. A minha bandeira é estar contra o PT“, afirmou Zema.
Sobre o Supremo, o ex-governador disse querer que o Brasil “acabe com essa farra dos intocáveis”. “Nenhum outro pré-candidato tem criticado tanto essa farra quanto eu. Respondendo com muito orgulho o processo do excelentíssimo senhor ministro Gilmar Mendes. Mas eu quero frisar aqui que quem andou no jatinho do banqueiro bandido foi ele e os colegas dele, não fui eu.”
E prosseguiu com críticas a outros magistrados, sem citar nomes. “Quem conseguiu contrato de R$ 129 milhões com uma esposa foi um colega dele, quem fez uma transação no Taiayá foi outro colega dele. Eu que moro em Belo Horizonte há oito anos, para onde eu me mudei, nunca encontrei com o banqueiro bandido”, disse.
Em seu primeiro discurso como candidato oficial do Novo à Presidência, Zema afirmou que lutará para que o Brasil “retome a soberania que estamos perdendo”, referindo-se ao fato de os EUA terem classificado grupos criminosos como CV e PCC como terroristas.
“Tem gente falando aí que [o Brasil] está perdendo a soberania porque os Estados Unidos enquadraram as organizações, facções criminosas, como terroristas. O Brasil é que já deveria ter feito isso há muito tempo”, observou.
“Vou enquadrar todas as organizações e facções criminosas como terroristas. Vamos construir um superpresídio de referência num lugar remoto no meio da Amazônia, para onde todos esses líderes [de facções] vão ser encaminhados e vão mofar por pelo menos 25 anos”, completou.








