Nesta terça-feira (21), a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, participou da celebração de homologação da Terra Indígena Potiguara de Monte-Mor, no município de Rio Tinto, Paraíba. O evento marca um momento histórico para os povos indígenas, especialmente para o povo Potiguara. Em entrevista ao Blog do Chico Soares, a ministra destacou a relevância da data e os avanços conquistados pelos povos originários durante o governo Lula.
“Hoje é um dia histórico e muito significativo para os povos indígenas do Brasil, especialmente para o povo Potiguara da Paraíba, e aqui, em especial, os Potiguara de Monte-Mor. Celebramos a homologação desse território, que ocorreu no início de dezembro, mas a comemoração nunca é demais. Já houve uma celebração no dia 27 de dezembro, mas hoje o momento é ainda maior, marcando a posse definitiva do território”, destacou Guajajara.
Segundo a ministra, a homologação representa um marco na autonomia e gestão dos povos Potiguara. “Hoje eles têm a liberdade de fazer a gestão de seu território conforme seus próprios modos de vida, seja na política, na produção ou em outras áreas. Para mim, é uma alegria muito grande estar aqui, participando desse momento junto com o presidente Lula, em uma gestão que retoma os processos demarcatórios e conclui a homologação do território Potiguara de Monte-Mor.”
Guajajara também enfatizou a importância de sua relação histórica com a região e os povos do Nordeste. “Mesmo antes de ser ministra, como liderança do movimento indígena e atuando à frente da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), sempre estive envolvida nas lutas territoriais, incluindo aqui no Nordeste. Agora, seguimos com essa luta a partir de um novo lugar, dentro de um governo que tem o compromisso de avançar nos processos de demarcação.”
Avanços para os povos indígenas no governo Lula
A ministra destacou os progressos alcançados durante a atual gestão, reforçando o papel central dos povos indígenas nas políticas públicas. “A criação do Ministério dos Povos Indígenas já é um grande avanço. São muitos anos de abandono e ausência de políticas públicas, mas agora temos uma estrutura que valoriza a identidade indígena. Além disso, temos uma mulher indígena à frente da FUNAI e da Secretaria Especial de Saúde Indígena, o que demonstra nosso compromisso com a participação e o respeito.”
Guajajara também mencionou a reativação do Conselho Nacional de Política Indigenista. “Esse espaço paritário, com 30 representantes indígenas e 30 do governo, é fundamental para discutir políticas indigenistas. É um importante avanço, sobretudo depois de um governo que desmontou os espaços de participação social. Retomamos a construção de prioridades junto aos povos indígenas, fortalecendo a centralidade de suas demandas.”
Por: Napoleão Soares








