O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, entrou no debate eleitoral de 2026 com o pé no acelerador e a confiança no volume máximo. Experiente nas urnas, nas articulações e nos bastidores do poder, o deputado projetou um cenário de forte otimismo: a vitória do governador Lucas Ribeiro no primeiro turno na Paraíba e a reeleição do presidente Lula também sem necessidade de segunda rodada.
A declaração foi dada em entrevista à Rede Mais e ganhou repercussão no noticiário político paraibano. Adriano afirmou que Lucas “está muito bem” e que poderá vencer a disputa ainda no primeiro turno. A fala não veio apenas como torcida de aliado, mas como leitura política de quem conhece o peso das bases, o movimento dos prefeitos, a força da máquina e a temperatura das ruas.
No plano nacional, o presidente da ALPB foi ainda mais enfático. Para ele, uma pesquisa “verdadeira” e “correta” mostraria Lula com algo entre 55% e 60% das intenções de voto. O número, no entanto, contrasta com levantamentos recentes divulgados nacionalmente, que apontam o presidente liderando em alguns cenários, mas ainda distante desse patamar de vitória folgada.
É aí que mora o detalhe político da fala de Adriano: o presidente da Assembleia parece apostar menos na fotografia das pesquisas e mais no filme da eleição. Para ele, o jogo ainda está em movimento, e a campanha, quando ganhar corpo, poderá revelar uma realidade diferente daquela registrada pelos institutos neste momento.
Na Paraíba, as pesquisas recentes mostram um cenário ainda competitivo, com levantamentos colocando Cícero Lucena à frente em alguns recortes e Lucas Ribeiro liderando em outro, mas sem consolidar, até agora, uma vitória no primeiro turno. Mesmo assim, Adriano sustenta o discurso da confiança e tenta transformar otimismo em combustível político para a base governista.
No xadrez de 2026, Galdino joga com uma peça que conhece bem: a articulação. E, como bom jogador de bastidor, sabe que eleição não se decide apenas no número frio da pesquisa, mas também na capacidade de juntar forças, organizar palanques, ampliar apoios e criar narrativa.
Entre o retrato dos levantamentos e a aposta do presidente da Assembleia, uma coisa é certa: Adriano decidiu não falar pequeno. Falou como aliado, como estrategista e como quem acredita que, na política, às vezes, a confiança também entra em campanha.
Por: Napoleão Soares







