A corrida pelo Senado na Paraíba ganhou mais um capítulo de afirmação política. O deputado estadual André Gadelha, do MDB, voltou a deixar claro que sua pré-candidatura não está colocada no tabuleiro como ensaio, barganha ou movimento passageiro. Está posta para valer.
Ex-prefeito de Sousa e nome com forte presença no Sertão paraibano, André afirmou que não existe possibilidade de desistência, mesmo sem contar, até o momento, com apoio declarado de prefeitos. A declaração foi dada após sessão na Assembleia Legislativa da Paraíba, quando o parlamentar reforçou que sua estratégia não será construída apenas nos gabinetes, mas principalmente no contato direto com a população.
A fala tem peso porque ocorre em um ambiente político onde alianças municipais, estruturas administrativas e apoios de grandes lideranças costumam definir o ritmo das campanhas. André, no entanto, tenta construir uma narrativa diferente: a de que o eleitor, e não apenas a máquina política, será o centro da sua caminhada.
“Quem elege é o povo”, repetiu o emedebista, ao defender que sua pré-candidatura seguirá firme. Segundo ele, mesmo com menos de 40 dias de campanha e sem prefeitos declarados, seu nome já aparece próximo dos dois dígitos em levantamentos, o que, na avaliação do parlamentar, demonstra competitividade e espaço para crescimento.
A pré-candidatura de André também carrega um simbolismo regional. Natural de Sousa, ele busca representar uma voz sertaneja em uma disputa majoritária marcada por nomes de grande estrutura política. Sua trajetória no MDB, partido ao qual mantém ligação histórica, soma experiência administrativa, passagem pelo Legislativo e circulação entre lideranças da classe política paraibana.
Nos bastidores, o nome de André passou a integrar a composição defendida pelo MDB para a disputa majoritária. O senador Veneziano Vital do Rêgo já havia confirmado André como opção ao Senado na chapa emedebista, destacando sua atuação política e seu conhecimento sobre as demandas do Sertão.
O desafio, porém, é evidente: transformar discurso em estrutura, simpatia em voto e lembrança política em musculatura eleitoral. Mas André parece disposto a enfrentar a disputa com uma mensagem direta: não há recuo, não há ensaio e não há pensamento de desistência.
Em uma eleição onde muitos calculam espaço, tempo e conveniência, André Gadelha tenta se apresentar como quem decidiu pagar para ver. E, ao repetir que “forte é o povo”, o pré-candidato busca deslocar o centro do debate: menos dependência das cúpulas, mais aposta no eleitor comum.
A caminhada ainda está no começo, mas a sinalização é clara. André Gadelha quer ser tratado como nome competitivo na corrida pelo Senado. E, pelo tom adotado, não pretende sair de cena pela porta dos fundos da especulação política.
Por: Napoleão Soares






