Doria deixa Prefeitura de SP após 15 meses; vice Bruno Covas assume

João Doria deixa Prefeitura de São Paulo após 15 meses no cargo

Doria deixa prefeitura sem cumprir promessas (Foto: Heloisa Ballarini/Secom/Prefeitura de São Paulo)

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), deixou o cargo na tarde desta sexta-feira, 6, após um ano e três meses à frente da Prefeitura para poder disputar candidatura pelo governo do Estado nas eleições de outubro.

Em cerimônia na sede da administração municipal, o seu vice, Bruno Covas (PSDB), assumiu a Prefeitura.

Outros dois membros da Prefeitura deixaram os cargos nesta sexta: o chefe de gabinete de Doria, Wilson Pedroso, e o secretário das Prefeituras Regionais, Cláudio Carvalho. Os dois devem participar da campanha eleitoral de Doria ao Palácio dos Bandeirantes.

Durante a cerimônia, manifestantes protestaram em frente à Prefeitura contra Doria, usando um boneco do personagem Pinocchio. Eles também levaram cartaz com a frase “Mentiu pra todos. Tenha Dó…Ria”.

Promessas não cumpridas

Doria não acelerou durante os seus 461 dias de gestão municipal. Ele cumpriu apenas 12 das 80 promessas e não conseguiu concluir nenhum dos 55 projetos do seu plano de desestatização.

Até agora, a gestão tucana lançou 16 projetos de privatização, concessão ou parceria público-privada (PPP). A lista vai de terminais de ônibus e sistema de semáforos a cemitérios e serviço funerários. Os mais avançados (Mercado de Santo Amaro, parques municipais, Pacaembu e habitação social) estão em fase de licitação.

Publicamente, Doria anunciou que concluiria ao menos quatro projetos até o primeiro trimestre deste ano, entre os quais as vendas do Complexo do Anhembi e do Autódromo de Interlagos, os maiores ativos na carteira da Prefeitura. Ambos, porém, ainda dependem de aprovações de lei na Câmara Municipal. O único projeto de concessão assinado pelo tucano até agora foi a PPP da Iluminação Pública, iniciada na gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT). O negócio, porém, foi parcialmente suspenso pela Prefeitura na semana passada por suspeita de corrupção envolvendo o consórcio vencedor e a ex-diretora do Departamento de Iluminação Pública, Denise Abreu, que foi indicada por Doria.

Em 2016, durante a campanha para assumir a chefia do Executivo municipal, Doria garantiu que, se fosse eleito, cumpriria “todo o mandato”. “Serei prefeito por quatro anos e sem reeleição”, disse Doria à época.

Em março deste ano, contudo, registrou sua pré-candidatura ao governo do estado. Na sequência, tentou garantir proteção policial a ex-prefeitos por meio de um decreto – que acabou sendo revogado após protestos -, concorreu com correligionários e foi definido como pré-candidato ao governo com 79,62% dos votos do PSDB.

Diário do Poder



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