A festa de emancipação política de Coxixola colocou o pequeno município do Cariri paraibano no centro de uma grande polêmica. Com população de apenas 1.824 habitantes, segundo o Censo 2022 do IBGE, a cidade prevê gasto de pelo menos R$ 2,5 milhões com a programação dos 32 anos, valor que chama atenção pelo tamanho da conta e pelo contraste com a realidade local.
O maior custo individual é o show de Wesley Safadão, contratado por R$ 1,3 milhão. A estrutura de palco e som aparece com mais R$ 1,07 milhão, além de outros cachês já identificados, como R$ 160 mil para Japãozin e R$ 50 mil para Fabiano Guimarães. Todas essas despesas colocam a festa entre os principais assuntos do noticiário estadual e alimentam críticas sobre excesso de gasto para um município de pequeno porte.
A discussão fica ainda mais delicada porque Coxixola está em situação de emergência por estiagem, conforme registro publicado neste ano, o que amplia a cobrança sobre o destino dos recursos públicos e sobre as prioridades administrativas da gestão. Em cidades pequenas, cada real investido em evento de grande porte inevitavelmente entra na comparação com demandas permanentes de infraestrutura, abastecimento, saúde e serviços básicos.
É verdade que festas podem movimentar a economia, atrair visitantes e aquecer o comércio local. Mas, no caso de Coxixola, o volume empregado ultrapassa a lógica da comemoração e entra no terreno da controvérsia política. Quando uma cidade tão pequena se vê diante de uma conta milionária para um único evento, a pergunta deixa de ser apenas sobre entretenimento e passa a ser sobre prioridade, sensatez e responsabilidade com o dinheiro público.
Da redação – blogchicosoares.com









