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Como acesso cada vez mais fácil a drones dificulta combate a facções no Brasil

Napoleão Soares Por Napoleão Soares
05/12/2025
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Como acesso cada vez mais fácil a drones dificulta combate a facções no Brasil

Imagens da megaoperação policial realizada em outubro nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, mostraram drones lançando granadas contra equipes policiais.

O episódio, que deixou ao menos 121 mortos, incluindo quatro policiais, ilustra o risco do uso desses dispositivos em ações criminosas. E, segundo especialistas, pode se tornar cada vez mais recorrente.

Em média, ao menos um drone é apreendido a cada dois dias no Brasil, aponta um levantamento feito pela Polícia Federal a pedido da BBC News Brasil, por meio da Lei de Acesso à Informação.

O uso de drones no Brasil é regulamentado por diversos órgãos federais, como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas a apreensão dos equipamentos pela polícia está ligada a casos em que há indícios de crime.

Desde junho de 2024, quando a PF passou a compilar esse tipo de apreensão, mais de 200 equipamentos foram apreendidos.

Metade das apreensões informadas aconteceu de uma só vez, em uma operação em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Cem drones da marca DJI foram recolhidos e encaminhados à Receita Federal, segundo os dados enviados. A carga, apreendida em julho deste ano, foi estimada em cerca de R$ 348 mil.

O baixo custo é uma das vantagens para o crime organizado: os dados do levantamento mostram alguns equipamentos com valor estimado em R$ 3 mil por unidade.

Mas o número de apreensões pode ser ainda maior. A PF afirmou que o levantamento é parcial e pode ser atualizado com novos dados. Também não foram consideradas apreensões por outras forças de segurança, como as polícias militares.

Outro levantamento, feito em processos judiciais pela plataforma Escavador, também a pedido da BBC, identificou um aumento de menções a drones em ações judiciais relacionadas a organizações criminosas e tráfico de drogas: só neste ano, houve ao menos 414 ações que citam o termo, mais do que em todos os anos anteriores.

O inquérito que embasou a megaoperação do Rio em outubro registra várias referências ao uso de drones pelo Comando Vermelho. Entre elas estão conversas de lideranças da facção no WhatsApp sobre o monitoramento das comunidades com esses equipamentos.

“Joga ele pra dentro todo dia quando chegar no plantão. Tu levanta o drone no mar, leva a visão”, diz uma das mensagens transcritas. Em outra, um dos membros da facção diz que o grupo deve “se adequar” à tecnologia e adquirir drones com visão noturna, que seriam comprados.

“O monitoramento constante da presença policial com o auxílio de drones sugere uma estrutura organizada e bem coordenada dentro da facção, com foco em proteger seus interesses e negócios ilegais”, diz um relatório da Delegacia de Repressão a Entorpecentes do Rio.

Esse monitoramento seria, inclusive, a forma como lideranças do comando saberiam com antecedência da chegada dos policiais nas comunidades, para que pudessem fugir.

Encomenda por correio

Uma investigação feita pela Polícia Federal no Rio identificou que um homem, Everson Vieira Francesquet, seria responsável por importar armas, fuzis e até drones para outra facção, o Terceiro Comando Puro (TCP).

A investigação começou após prisão em flagrante em julho deste ano, quando Everson foi surpreendido no momento em que retirava um bloqueador de sinais conhecido como fuzil antidrone em uma agência dos Correios em Nova Iguaçu (RJ).

Segundo a PF, ele tinha por função “selecionar na internet anunciantes de bloqueadores de sinais, drones e armamento”, além de fazer as compras e entregá-las a Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, conhecida liderança do TCP na região.

Em uma das conversas interceptadas, a polícia identificou relações comerciais entre ele e vendedores de bloqueadores de sinais em Brasília. “Os interlocutores realizavam planejamentos para a compra de bloqueadores de sinais, drones e peças para arma de fogo, com o objetivo comum de fortalecimento do grupo criminoso perante guerra do narcotráfico dentro das favelas”, diz relatório da Polícia Federal.

Os diálogos mostram ainda, segundo a PF, que os suspeitos usariam os drones para “monitorar e lançar granadas em criminosos rivais.”

Em uma das mensagens, Peixão diz que a inserção de drones e antidrones no crime “seria um trabalho novo, que nenhuma outra favela estaria tomando tal estratégia.”

Interceptar drone é muito mais caro

O uso de drones por grupos armados não estatais, inclusive para fins relacionados ao terrorismo, representa uma “ameaça grave e crescente à segurança internacional”, afirma um relatório do Escritório das Nações Unidas para o Combate ao Terrorismo (UNOCT), elaborado em parceria com a organização Conflict Armament Research.

O documento analisa como essas organizações têm adquirido, modificado e utilizado esse tipo de equipamento.

A publicação reúne pesquisas feitas em diversos países e detalha rotas de aquisição, adaptações estruturais e formas de emprego da tecnologia em campo.

Uma das conclusões é que esses grupos têm usado majoritariamente drones comuns, facilmente encontrados em lojas e na internet, mas há esforços para modificá-los e ampliar seu alcance e capacidade ofensiva.

Dentre as alterações possíveis está a adição de câmeras de alta qualidade e a integração de uma carga explosiva, seja com munições convencionais ou explosivos improvisados, por exemplo.

O estudo aponta também que o conhecimento técnico sobre essas adaptações já é compartilhado entre diferentes organizações criminosas.

“Existe uma séria ameaça de que os ataques futuros não só aumentem em frequência e alcance geográfico, mas também em letalidade, precisão e potência”, diz o relatório.

Para Aryamehr Fattahi, pesquisadora do Bloomsbury Intelligence and Security, um think tank dedicado à segurança, o desenvolvimento mais alarmante é a militarização da tecnologia.

“Os drones agora lançam explosivos durante ataques contra rivais e autoridades policiais. O Brasil testemunhou isso em 28 de outubro de 2025, quando membros da gangue Comando Vermelho utilizaram drones com visão em primeira pessoa (FPV) para lançar explosivos sobre a polícia durante a Operação Contenção. Além disso, os cartéis mexicanos realizaram 77 bombardeios com drones em 2024, em comparação com 35 em 2023. Isso reflete o uso cada vez mais acessível e econômico de drones em operações de grupos armados não estatais”, diz.

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia impulsionou a adoção global de drones criminosos, segundo especialistas, proporcionando mais transferência de conhecimento.

“Desde o início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, os cartéis mexicanos têm adotado cada vez mais o uso de FPVs, uma vez que os custos unitários caíram significativamente e o conhecimento técnico se tornou acessível, permitindo maior manobrabilidade e precisão”, diz Fattahi.

A rápida adoção tem a ver com a facilidade com que esses equipamentos podem ser adaptados: os populares modelos DJI, um dos que mais aparecem nas apreensões da Polícia Federal, podem transportar cargas equivalentes a granadas.

Por outro lado, controlar esses ataques pode custar muito mais caro.

“Interceptar um drone de US$ 20.000 (R$ 107 mil) pode exigir um míssil Patriot de US$ 2 milhões (R$ 10,7 milhões); da mesma forma, os sistemas de combate a drones das forças policiais custam milhares de dólares para se defender contra drones FPV de US$ 200 a US$ 500 (R$ 1 mil a R$ 2,6 mil). Essa lógica econômica, comprovada no campo de batalha, torna a guerra com drones atraente para empresas criminosas bem financiadas que buscam vantagem tática contra as forças de segurança”, diz a pesquisadora.

BBC

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