O prefeito de Surubim, em Pernambuco, Cléber Chaparral (União Brasil), subiu o tom contra o cantor Gusttavo Lima após o novo cancelamento do show que integrava a programação junina do município.
A apresentação, que já havia sido adiada anteriormente, estava remarcada para este sábado (27), mas não aconteceu. No palco do evento, Chaparral demonstrou indignação, disse que a Prefeitura já havia pago integralmente o cachê, no valor de R$ 1.353.000, e cobrou publicamente a devolução dos recursos.
Em discurso duro, o gestor afirmou que o dinheiro pertence ao povo de Surubim e que o artista deveria ressarcir imediatamente os cofres públicos. Chaparral também disse que a Prefeitura adotará as medidas administrativas e jurídicas cabíveis para garantir a devolução do valor pago.
O caso ganhou forte repercussão porque não se trata apenas de um show cancelado. Envolve dinheiro público, expectativa popular, programação junina, turismo, comércio local e a responsabilidade de quem contrata e de quem é contratado.
Para Surubim, o prejuízo não é apenas financeiro. Um artista do tamanho de Gusttavo Lima mobiliza público, aquece a economia, gera movimento em bares, restaurantes, hotéis, transportes e pequenos negócios. Quando a apresentação não acontece, a frustração também chega ao vendedor ambulante, ao comerciante, ao fã e à cidade que se preparou para receber a atração.
Até o momento, segundo as informações divulgadas, Gusttavo Lima e sua equipe ainda não haviam se pronunciado publicamente sobre as declarações do prefeito nem sobre um eventual ressarcimento dos valores.
Nos bastidores, a crise coloca em debate um tema sensível: a contratação de grandes artistas com recursos públicos e a necessidade de garantias mais rígidas quando o serviço não é prestado.
Chaparral transformou a bronca em cobrança pública. Agora, a pergunta que fica em Surubim é simples e direta: se o show não aconteceu, quando o dinheiro volta?
Por: Napoleão Soares










