O deputado estadual Luciano Cartaxo reagiu às críticas de integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) que o classificam como oportunista político após sua saída da legenda. Em entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da rádio 100.5 FM, o parlamentar negou que tenha deixado o partido por fragilidade política e afirmou que sua decisão foi baseada em planejamento eleitoral.
Questionado sobre declarações de aliados petistas que apontam um histórico de mudanças partidárias em momentos estratégicos, Cartaxo rejeitou a tese de que o PT vive um cenário de crise e saiu em defesa da força nacional da sigla.
“Eu não acredito que o PT viva um momento difícil. O PT governa o Brasil. Como é que o PT está em baixa?”, afirmou, ao citar o cenário eleitoral polarizado e a competitividade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O parlamentar também respondeu diretamente às críticas feitas pelo vereador Marcos Henriques, que afirmou que Cartaxo teria um “viés pessoal” na política. Em tom duro, o deputado rebateu.
“O vereador Marcos Henriques devia estar agradecendo ser vereador à minha candidatura a prefeito de João Pessoa”, declarou.
Cartaxo ainda resgatou episódios de articulação política durante sua passagem pela Prefeitura da Capital, afirmando que contribuiu para a eleição de parlamentares do próprio partido.
“As pessoas são muito ingratas na política e tentam transferir para os outros essa ingratidão”, acrescentou.
Ao comentar sua trajetória, o deputado afirmou nunca ter adotado posições extremadas, apesar de sua passagem pelo PT, e destacou um perfil político de moderação.
“Eu nunca fui de extrema-esquerda. Sempre fui visto como alguém de moderação, equilíbrio e transparência”, disse.

Cartaxo também relativizou a própria mudança partidária, destacando que esse movimento é comum no cenário político brasileiro e citando exemplos de lideranças que já migraram entre siglas ao longo da carreira.
“Isso é o reflexo da política, é a conjuntura, isso não é o fim do mundo não”, afirmou.
Por fim, o parlamentar reforçou que sua decisão foi construída com base em análise eleitoral e na busca por viabilidade política.
“Foi uma decisão madura, equilibrada, onde eu fiz uma projeção e busquei a viabilidade de continuar e ampliar o nosso trabalho”, concluiu.
Por: Napoleão Soares









