A Câmara Municipal de Picuí foi palco de intensos debates e controvérsias, na última terça-feira (16), com a aprovação dos Projetos de Lei 002/2024 e 004/2024, que estabelecem um aumento salarial para prefeito, vice-prefeito, vereadores e secretários municipais pelos próximos quatro anos.
De acordo com o documento aprovado, a partir de 01 de janeiro de 2025, os salários dos cargos mais altos da gestão municipal terão os seguintes valores:
– Prefeito: R$ 24 mil por mês
– Vice-prefeito: R$ 12 mil por mês
– Secretários: R$ 6.750 mil por mês
– Vereadores: R$ 9 mil por mês
– Presidente da Câmara Municipal: R$ 13.500 mil por mês
A votação foi marcada por uma nítida divisão entre vereadores de oposição e situação. Aldemir Macedo, Inaie, Wagner, Ednalva e Inácio moto táxi, todos da oposição, votaram contra o aumento. Por outro lado, os vereadores de situação, Jean, André Ademar, Zé Burguesa, Diogo Marques e Joselma, votaram a favor. O empate resultou na decisão do presidente da Casa, Ataíde Xavier, que desempatou a favor do aumento salarial.
A população de Picuí demonstrou indignação, especialmente considerando a solicitação recente do prefeito Olivânio Remígio à Câmara, que na última quinzena de dezembro, pediu autorização para o parcelamento do instituto de previdência, alegando dificuldades financeiras na Prefeitura. Essa aparente contradição gerou descontentamento entre os moradores, que têm testemunhado diversos desafios e descasos administrativos na cidade.
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