O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, admitiu a possibilidade de deixar o União Brasil após a formação da federação União Progressista, hoje comandada por lideranças ligadas ao grupo Ribeiro, adversário político do senador Efraim Filho na Paraíba.
Em entrevista, Bruno adotou cautela ao tratar do tema, afirmando que não tem prazo para definição partidária e que, neste momento, tende a permanecer onde está.
“Quem tem prazo não tem pressa. Eu, pessoalmente, não tenho prazo a cumprir filiação. Tenho recebido convites, mas, a priori, devo permanecer onde estou”, afirmou.
O gestor destacou que a movimentação de Efraim ao deixar o União Brasil também faz parte de um contexto estratégico.
“Foi uma questão de xadrez político, a decisão de Efraim de buscar um ambiente que oferecesse segurança política e partidária”, disse.
Apesar da indefinição partidária, Bruno reforçou alinhamento com o senador e defendeu a construção de uma candidatura competitiva ao Governo do Estado.
“Eu tenho feito esse exercício de diálogo, não só com aliados de Efraim, mas também com pessoas que ainda não estão nesse campo, buscando construir caminhos e convergências”, explicou.
O prefeito também avaliou o cenário eleitoral e demonstrou confiança no desempenho do grupo político.
“Política não é uma foto, é um filme. E as próximas cenas, com a consolidação dessa jornada, vão levar Efraim ao segundo turno e à vitória para o Governo da Paraíba”, declarou.
Bruno ainda comentou a possibilidade de composição de chapa com seu grupo político, destacando que as decisões estão sendo construídas internamente.
“Estamos fazendo essa avaliação com Efraim e com aliados, dentro de uma lógica de diálogo e construção”, afirmou.
Por fim, o gestor minimizou divergências dentro do seu grupo político e afirmou que há respeito entre as lideranças, mesmo diante de posicionamentos distintos.
“Vejo isso com naturalidade. É uma relação de coerência e alinhamento. Seguimos juntos, mesmo com posições diferentes neste momento”, concluiu.
Por: Napoleão Soares







