A Câmara Municipal de Curral de Cima aprovou, na sessão ordinária desta sexta-feira (13), o Projeto de Lei Complementar nº 01/2026, de autoria do Poder Executivo municipal. A matéria foi votada após dias de debates, reuniões e diálogo entre parlamentares, servidores públicos e representantes da sociedade, em um processo marcado por discussões intensas dentro e fora do plenário.
Em entrevista ao Blog, a presidente da Casa, vereadora Carla Fernandes (PSB), esclareceu que, ao contrário do que foi divulgado por alguns veículos de comunicação e em publicações nas redes sociais, o projeto deu entrada na Secretaria da Câmara no dia 27 de fevereiro, tendo sido analisado, debatido e, posteriormente, levado à votação em plenário, onde foi aprovado pelo placar de 4 votos a 3.
Segundo Carla, o trâmite do projeto foi conduzido com responsabilidade, transparência e abertura ao diálogo. Ao longo desse período, foram realizadas diversas reuniões com vereadores da bancada governista e da oposição, além de conversas com servidores públicos municipais, especialmente com os agentes de limpeza urbana, categoria que vinha demonstrando preocupação em relação a pontos do texto original.
Demonstrando sensibilidade institucional, a presidente abriu espaço na tribuna para que um representante do Sindicato dos Trabalhadores pudesse expor os questionamentos e preocupações da categoria. Durante o debate, a assessoria jurídica da Câmara também teve papel importante ao oferecer esclarecimentos técnicos, contribuindo para um entendimento mais amplo da matéria entre os parlamentares, os servidores e a população que acompanhava a discussão.
Como resultado do diálogo e das discussões construídas ao longo da tramitação, foi apresentada uma emenda supressiva de autoria da presidente Carla Fernandes. A proposta contou com o apoio dos vereadores da bancada da situação que participaram das reuniões: Juberlânia Celi (PP), Ricardo Vasconcelos (PP), Ronaldo Dantas (PP) e Gil de Dão (União Brasil). Com a emenda, foram retirados do texto original, no Artigo 13, os parágrafos que tratavam da movimentação administrativa na estrutura municipal, ponto que vinha gerando maior apreensão entre os servidores.
Ainda de acordo com informações da Mesa Diretora, os vereadores de oposição que compõem o chamado G3 — Aguinaldo Madruga (União Brasil), Guilherme do Nascimento Soares Filho (PP) e Wedson Ferreira de Abreu (PP), o Tatá da Oficina — não participaram das reuniões em que o projeto foi debatido previamente com os demais parlamentares e representantes da categoria.
A aprovação do projeto, após ajustes construídos por meio do diálogo, reforça o papel do Legislativo municipal como espaço de debate democrático, escuta institucional e construção de consensos. O episódio também evidencia a importância da participação dos servidores no acompanhamento das matérias que impactam diretamente a administração pública e o funcionamento da máquina municipal.
Por: Chico Soares









