A zona rural de Mari volta a ser palco de um drama antigo: a falta de água para famílias que dependem de abastecimento mínimo para viver com dignidade. Mesmo após denúncias, cobranças e registros feitos pela população, pela imprensa e por lideranças locais, o cenário de abandono ainda persiste em diversas comunidades, com cisternas vazias e moradores convivendo com a insegurança diária de não ter água potável.
Diante da ausência de solução efetiva, um gesto de solidariedade ganhou força e virou resposta prática a uma necessidade urgente. O empresário e agropecuarista, Luiz Henrique, sensibilizado com a situação, se uniu ao ex-prefeito Antônio Gomes para garantir o abastecimento por meio de caminhões-pipa, levando água potável para abastecer cisternas e caixas d’água de famílias da zona rural.
A iniciativa, que deveria ser uma ação básica do poder público, tornou-se alívio imediato para quem espera há meses por providências. Segundo relatos, já nas primeiras horas de trabalho, duas rotas de caminhões-pipa foram mobilizadas e o serviço começou a chegar às casas, com abastecimento sendo realizado em cisternas — incluindo múltiplos pontos atendidos no mesmo dia.
Além do impacto humanitário, o gesto reforça uma bandeira que virou clamor popular: água é direito, não favor. A ação do empresário Luis Henrique, ao assumir um custo e uma responsabilidade que não são seus, mostra como a iniciativa privada pode agir com sensibilidade social quando o essencial demora a chegar. Já Antônio Gomes, que vem atuando como voz ativa nas cobranças, aparece como articulador da reivindicação e ponte direta entre a necessidade das famílias e a mobilização concreta.
Enquanto o drama do abastecimento segue exigindo resposta estrutural, a mensagem que fica é clara: quando a água falta, falta tudo e quando ela chega, chega junto a esperança. E, por ora, é a solidariedade que está fazendo o que deveria ser obrigação: garantir o mínimo para que a vida siga.
Água é um direito. E a zona rural de Mari merece respeito.
Da redação









