A vida por um fio d’água

Agua-2Apesar de a terra ser chamado de planeta água e os oceanos dominarem a paisagem do globo, a quantidade de H2o disponível para nosso consumo é irrisória: do 1,4 bilhão de água na hidrosfera, apenas cerca de 2,5% é de água doce. Se essa não é uma cifra para comemorar, a garganta começa a secar mesmo quando observamos a distribuição desse pequeno “filete” de água doce: a maior parte, quase 70%, está sob a forma de gelo, ou seja, indisponível, nos pólos.

As principais fontes para matar a sede dos bilhões de seres vivos no mundo são: as águas subterrâneas, captadas por meio da exploração de poços, as águas de superfície, que englobam desde lagos e rios até a umidade do solo; e a água presente na atmosfera. Tudo isso junto, contudo, não atinge 1% do volume da hidrosfera – o resto da água doce como vimos, está aprisionado nas geleiras.

Nessa coluna o objetivo principal é uma conscientização ambiental e uso da água na cidade de Itapororoca–PB, um município do interior Paraibano que desde a sua fundação, não se paga esse líquido tão precioso. A população Itapororoquense cresceu de maneira elevada e em sua grande maioria, não tem se preocupado em usar água de forma cuidadosa, e cada dia a escassez aumenta, as pessoas desperdiçam mais, lavando carros e calçadas com mangueiras, utilizando a água para irrigação, entre outros serviços que abusam deste recurso natural.

É preciso que o povo e a classe política dessa cidade do Litoral Norte Paraibano não se esquivem, se unam, deem-se as mãos, para buscar soluções em regime de urgência e políticas públicas para amenizar o sofrimento da população, se preocupando com as gerações futuras.

Outro gravíssimo problema é a falta de tratamento da água, que apesar de muitos não perceberem, trás prejuízos na área de saúde e até mesmo leva a morte, por isso, a qualidade de vida do homem pode ser avaliado pela qualidade da água “segundo o jornal Correio da Paraíba em maio de 2008, a Paraíba gasta milhões por ano com doenças associadas à falta de saneamento, patologias como diarreias, verminoses e infecções”.

Por Napoleão Soares


Professor, pós-graduado em Ciências Ambientais, História do Brasil e Comunicação e Marketing Político, com atuação na administração pública estadual e municipal. Durante sua trajetória, passou pelo Exército Brasileiro como Oficial da Reserva, foi estagiário do Banco do Brasil e Assessor Político. Atualmente é editor chefe do blogchicosoares.com, correspondente político de diversos portais de João Pessoa e apresenta os programas radiofônicos Capim Debate e Atualidades Políticas na região do litoral norte paraibano.

Contato: napoleaoangelo@yahoo.com.br | (83) 98713-4070 / 99645-1609



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