O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), criticou o aumento de endividamento das famílias brasileiras e responsabilizou o presidente Lula (PT) pela estatística negativa.
“A conta não fecha. Mais de 80% das famílias endividadas, com 40% sem conseguir pagar os juros. As pessoas estão precisando parcelar o arroz e o feijão do dia a dia no cartão de crédito. O nível de endividamento do governo é a mesma curva de endividamento das famílias. Se você está endividado, a culpa é do Lula”, afirmou Flávio, durante participação no podcast Market Makers.
A declaração ocorre após a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgar na quinta-feira (6), que o endividamento das famílias brasileiras alcançou 82% em julho de 2026 – o maior patamar da série histórica, iniciada em 2015. Ou seja, 8 entre 10 famílias enfrentam sérios problemas financeiros.
O senador usou como exemplo para retratar a atual realidade econômica, as pessoas chegarem a opção de parcelar a compra de uma simples pizza em em até seis vezes.
“Imagina seis meses para pagar uma pizza. Eu nunca tinha visto isso antes. As pessoas estão precisando escolher entre comprar comida ou remédio. Isso quando a aposentadoria da pessoa não é roubada. Esse é o legado do governo Lula”, destacou.
Ao lado de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, presidente da Caixa no governo Jair Bolsonaro e colaboradora da campanha do candidato, apresentou um panorama da gastança promovida pelo atual governo, mesmo com uma arrecadação de mais de R$ 1,6 trilhão.
“Não existe política mais social do que contas controladas. Então, hoje, esse descontrole arrasta todo mundo e o resultado aparece no carrinho do supermercado. Se a gente levasse uma dúzia de donas de casa lá pra Esplanada, elas conseguiriam fazer um trabalho melhor do que o que estão fazendo lá”, analisou.
Flávio também lembrou da “picanha com cerveja” sempre prometida por Lula e cada vez mais distante da realidade das famílias brasileiras.
“É uma irresponsabilidade esse cara continuar no governo com a gastança que ele tá promovendo. A picanha tá podre pra botar na grelha e a cerveja ficou choca. Você olha pro Lula e vê passado, ideias velhas”, assegurou.
Entre as propostas econômicas está a revisão do arcabouço fiscal, que, segundo Daniella Marques, “já virou um calabouço fiscal, diante de tamanho endividamento.”
A redução da estrutura administrativa do governo, ampliação de concessões e parcerias com a iniciativa privada e medidas para monetizar ativos da União são outras medidas urgentes.
“Pra se ter uma ideia, a União tem 730 mil imóveis e, ainda assim, gasta com aluguel e condomínio cerca de R$ 2 bilhões, não faz o mínimo sentido”, concluiu indignado Flávio Bolsonaro.
Diario do Poder







