Em um cenário onde a gestão pública exige respostas urgentes para demandas básicas, o pré-candidato a governador, Cícero Lucena, subiu o tom contra a atual administração estadual. Em entrevista nesta terça-feira, Cícero questionou a postura do governo, que, segundo ele, “alardeia ter R$ 4 bilhões em caixa como se fosse uma instituição financeira”, enquanto a população enfrenta dificuldades severas de abastecimento.
Para Cícero, ter dinheiro em conta sem reverter em melhorias diretas na qualidade de vida das famílias é uma falha de prioridade. “O Estado não é um banco. Tem que ser eficiente no controle do gasto público e sensível para realizar os investimentos. Em pleno 2026, é inaceitável que o paraibano abra a torneira e não encontre água. A gestão pública não pode ser um exercício de contabilidade, mas um compromisso com a dignidade”, declarou.
O pré-candidato relembrou o que chamou de “teatro das adutoras” no Curimataú. “O que vimos em cidades como Cuité foram desfiles de canos pelas ruas, uma encenação que enganou o povo, prometendo uma solução que nunca chegou. É preciso tratar a questão da água com a seriedade que a seca exige, não com marketing político”, afirmou.
Ele reforçou que a experiência em gestão pública é o caminho para resolver gargalos históricos. Sobre o Vale do Piancó, o pré-candidato destacou o projeto do ramal da transposição, uma conquista articulada pelo senador Veneziano Vital do Rêgo. Cícero foi enfático ao garantir que a obra sairá do papel sob sua gestão. “O projeto para o Vale do Piancó já está garantido graças ao trabalho do senador Veneziano. Se o Governo Federal, por ventura, não financiar a obra, nós iremos tocar o projeto com recursos próprios do Estado. Não permitiremos que a burocracia ou o jogo político condene as famílias à sede. Água é prioridade zero”, concluiu.
Cícero destacou ainda que seu plano de governo foca na capacidade de execução e na responsabilidade social, prometendo retomar o foco em obras que entreguem resultados práticos para o dia a dia dos paraibanos, superando o modelo de gestão que, segundo ele, prioriza o superávit financeiro em detrimento do atendimento à população.
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