O ex-candidato a prefeito de Cabedelo, Walber Virgolino (PL), convocou uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (14), em João Pessoa, para comentar a operação da Polícia Federal que resultou no afastamento do prefeito eleito Edvaldo Neto (Avante).
Derrotado na eleição suplementar realizada no último domingo (12), o parlamentar afirmou que já tinha conhecimento das práticas que, segundo ele, vinham sendo adotadas pela gestão municipal.
“Indignação porque eu sabia o que estava acontecendo, eu sabia o que vinha acontecendo, eu sabia o que ia acontecer. Eu não sabia da operação, mas eu sabia dessas práticas nefastas”, declarou.
Walber elevou o tom ao acusar o grupo político adversário de desrespeitar instituições e utilizar a máquina pública para fins ilícitos. “Eles não respeitam leis, não respeitam autoridades, não respeitam instituições. Se sentem donos da cidade e usam a administração pública para se enriquecer ilicitamente e montar uma organização criminosa”, disse.
O ex-candidato também relacionou o cenário político ao alto índice de abstenção registrado no pleito. Segundo ele, a ausência de eleitores nas urnas reflete a insatisfação da população com a gestão local. “O resultado dessas pessoas que não foram votar é isso: vergonha da administração local”, afirmou.
Durante a fala, Walber destacou que já havia judicializado a eleição suplementar, com ações que apontam supostos abusos de poder econômico e uso indevido da estrutura pública durante a campanha.
“Essa eleição já foi judicializada, entrei com mais de cinco ações por abuso de poder econômico, aumento de gastos com pessoal em período eleitoral, promessas de emprego e distribuição de benefícios para angariar votos”, declarou.
A coletiva foi convocada em conjunto com o senador Efraim Filho (PL), coordenador da campanha em Cabedelo, e ocorre na sede do partido, no bairro de Miramar, na capital paraibana.
A eleição suplementar que levou Edvaldo Neto ao cargo foi realizada após a cassação da chapa vencedora em 2024 pela Justiça Eleitoral. O novo prefeito venceu o pleito com pouco mais de 61% dos votos válidos, contra cerca de 39% obtidos por Walber Virgolino.
Com o afastamento do gestor por decisão judicial no âmbito da operação, o cenário político de Cabedelo volta a ficar indefinido, enquanto as investigações seguem em andamento.
Por: Napoleão Soares








