O prefeito da cidade de Caaporã, Chico Nazário acompanhou de perto, nesta sexta-feira (1º), a situação das famílias atingidas pelas fortes chuvas que provocaram enchentes em diversas áreas do município. A cidade foi uma das mais afetadas da Paraíba, registrando índices de chuva acima do normal e ganhando destaque até em rede nacional pela intensidade do temporal.
Durante visita à comunidade de Cupissura e ao conjunto São Carlos, o prefeito reforçou que a prioridade da administração é preservar vidas e garantir assistência imediata à população atingida.
“Estou aqui em Cupissura, no conjunto São Carlos deu uma enchente aqui. A prioridade aqui é a vida do povo, o resto a gente resolve. Vamos tirar o povo daqui. […] O importante aqui é a gente salvar a vida”, disse o prefeito. Ele também anunciou medidas emergenciais para retirada de moradores de áreas de risco e oferta de abrigos temporários em escolas, galpões e até igrejas, se necessário.
Diante da gravidade da situação, a Prefeitura publicou o Decreto nº 08/2026, que declara estado de calamidade pública em todo o território de Caaporã. A medida foi adotada em razão dos desastres naturais causados por chuvas intensas, inundações e alagamentos, que já provocam danos à infraestrutura urbana e rural, incluindo estradas e vias públicas.
O decreto autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais, sob coordenação da Defesa Civil, para ações de resposta imediata, como socorro às vítimas, assistência humanitária aos desabrigados e restabelecimento de serviços essenciais. Também permite a utilização de propriedades particulares em situações de risco iminente, com garantia de indenização posterior.
Outra medida importante prevista é a dispensa de licitação para aquisição de bens e serviços emergenciais, conforme a legislação vigente, agilizando a resposta do poder público. Além disso, fica autorizada a abertura de crédito extraordinário para custear as ações necessárias durante o período crítico.
Com vigência inicial de 180 dias, podendo ser prorrogado, o decreto busca ainda viabilizar o reconhecimento da situação de calamidade por parte do Governo Federal, permitindo o acesso a recursos para reconstrução e assistência.

Por: Napoleão Soares









