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Home Carros

Novo VW T-Cross: veja prós e contras em duelos com Creta, Tracker e Kicks

Napoleão Soares Por Napoleão Soares
21/05/2024
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Novo VW T-Cross: veja prós e contras em duelos com Creta, Tracker e Kicks

Lançado em 2019, o Volkswagen T-Cross passou por sua primeira reestilização, mudando em estilo e conteúdo, mas sem alterações de preço em relação à linha anterior. Atual líder de mercado entre os SUVs, o modelo enfrenta a concorrência de outros três SUVs mais vendidos: o Hyundai Creta (nova geração), Chevrolet Tracker e Nissan Kicks. Para sabermos o que o utilitário esportivo tem para enfrentar seus rivais mais próximos, compilamos dados de mecânica, desempenho, consumo, tamanho, preços e itens de série.

Motor, câmbio e desempenho

ImagemImagem: Divulgação

Como dois seus concorrentes, o T-Cross oferece duas opções de motorização. Padrão nas versões Sense, 200 TSI e Comfortline, o 1.0 TSI de três cilindros gera 128/116 cv a 5.500 rpm e 25,5 kgfm entre 2.000 e 3.500 rpm – sempre etanol/gasolina, bem como nos outros carros da matéria. O câmbio automático de seis marchas é padrão para todos.

O conjunto mecânico o leva de zero a 100 km/h em 10/10,4 segundos, um bom fôlego que se repete nas velocidades máximas de 192/188 km/h.

Na Highline, entra em cena o 1.4 TSI quatro cilindros de 150 cv entre 5.000 e 5.250 rpm e 25,5 kgfm de 1.500 a 4.000 rpm. A aceleração de zero a 100 km/h baixa para 8,6/8,7 s, números que o fazem andar como um Golf. A velocidade máxima fica entre 202/200 km/h.

Seguindo a ordem de vendas, vem o Creta. Da mesma maneira que o T-Cross, há duas opções de motorização. A oferta começa pelo 1.0 turbo, três cilindros que entrega a mesma potência e torque com etanol ou gasolina. São 120 cv a 6.000 rpm e 17,5 kgfm a apenas 1.500 rpm. Todos os modelos da gama vem com transmissão automática de seis velocidades.

ImagemImagem: Simon Plestenjak/UOL

A aceleração de zero a 100 km/h não tem o mesmo vigor do T-Cross 1.0 TSI, marcando 11,5 s na prova de arrancada e chegando aos 180 km/h. O rendimento com gasolina não é divulgado pela marca em nenhuma das opções mecânicas, afirma a assessoria de imprensa.

Indo na direção contrária dos rivais, o Hyundai se vale de um motor aspirado em sua configuração mais cara, a Ultimate. A despeito disso, os números de rendimento do quatro cilindros são bons: 167/157 cv a 6.200 rpm e 20,6/19,2 kgfm a 4.700 rpm. Embora entregue suas cartas em rotações mais elevadas, isso não atrapalha tanto o propulsor na comparação com seus companheiros de pódio turbinados, garantindo 9,3 s da imobilidade aos 100 km/h.

Em terceiro no pódio, o Tracker também abre os trabalhos com um propulsor 1.0 turbo, um três cilindros que joga na mesa 116 cv a 5.500 rpm e 16,8/16,3 kgfm a 2.000 rpm. Toda a linha utiliza a transmissão automática de seis velocidades, mas sem trocas sequenciais na alavanca ou borboletas.
ImagemImagem: Divulgação

Há apenas o recurso na manopla, no entanto, o dispositivo serve mais para acentuar o freio motor do que para entregar esportividade. Independentemente do combustível utilizado, a aceleração de zero a 100 km/h é despachada em 10,9 s e a velocidade chega a até 177 km/h.

Nas versões mais caras, o SUV traz o 1.2 turbo de 133/132 cv a 5.500 rpm e 21,4/19,4 kgfm a 2.000 rpm, igualmente tricilíndrico, unidade capaz de levá-lo da imobilidade aos 100 km/h em 9,4 s. A velocidade máxima é de 185 km/h.

Já o Kicks vem sempre com o 1.6 de 114 cv a 5.600 rpm e 15,5 kgfm a 4.000 rpm, resultados que o distanciam dos seus antagonistas. Ao contrário dos rivais, o Nissan não utiliza câmbio automático de seis marchas, sua caixa é do tipo CVT.

ImagemImagem: Divulgação
E o desempenho? Aí que está, o SUV é leve, então sua aceleração de zero a 100 km/h é vencida em 11,3/11,8 s e a máxima dele chega a 175/173 km/h, bons números para um propulsor aspirado de baixa litragem.

No final, a conclusão do quesito é que o T-Cross ainda é o líder de desempenho na faixa dos motores 1.0 turbo – o 1.4 TSI também é o mais rápido dos concorrentes listados aqui.

Tamanho

Com 4,21 metros de comprimento e 2,65 m de entre-eixos, o T-Cross oferece um bom espaço para pessoas, qualidade que é dividida pelos seus rivais, com pequenas diferenças. São 373 litros no porta-malas – há a opção de privilegiar a carga no lugar dos passageiros traseiros, o que amplia a capacidade do compartimento para 420 l.

Maior que o T-Cross de uma ponta a outra, o Creta tem 4,30 m, mas perde no entre-eixos por 4 cm (2,61 m). O porta-malas, no entanto, compensa e comporta 422 l.

O Tracker tem 4,27 m e 2,57 m de entre-eixos, considerado pequeno, algo que atrapalha somente um pouco os passageiros mais altos – todos têm bom espaço para cabeças. O bagageiro acomoda 393 litros, sendo 357 l no compartimento superior e 36 l no inferior.

Em comprimento, o Kicks é o maior dos quatro, marcando 4,31 m. O entre-eixos tem 2,61 m, a mesma medida do Creta. Seu porta-malas abriga 432 l.

Consumo

ImagemImagem: Divulgação

O T-Cross 1.0 TSI tem consumo parecido com o do 1.4 TSI. São 8,1 km/l de etanol na cidade e 9,8 km/l na estrada, médias que sobem para 11,9 km/l e 14,1 km/l com gasolina nas mesmas situações. Por sua vez, o motor maior tem o mesmo consumo com etanol (8,1/9,8 km/l), se diferenciando um pouquinho na gasolina, combustível com o qual faz 11,7 km/l (0,2 km/l inferior) e 14 km/l (0,1 km/l a menos).

Também com motor 1.0 turbo, o Creta faz 8,3/9,1 km/l (cidade/estrada) com etanol e chega a 11,9/12,6 km/l quando abastecido com gasolina. São números bem melhores do que os 7,7/8,8 km/l (E) e 11,1/12,4 km/l (G) do 2.0.

O Tracker 1.0 turbo tem consumo de 7,8/9,6 km/l (E) e 11,2/13,6 km/l (G) – cidade/estrada. O 1.3 turbo marca 7,2/9,2 km/l (E) e 10,4/13,2 km/l (G).

Equipado apenas com propulsor 1.6, o Kicks chega aos 7,8/9,5 km/l (E) e 11,4/13,8 km/l (G).

Preço e itens de série

ImagemImagem: Divulgação

Sem ter aumentos de preços, a linha reestilizada do T-Cross tem três versões que se somam ao básico Sense, configuração que será atualizada apenas no segundo semestre. A opção é voltada ao público PCD, motivo pelo qual custa R$ 119.990, valor que a enquadra dentro do limite de R$ 120 mil.

Ela traz ar-condicionado; direção elétrica; vidros elétricos (função um-toque apenas para os dianteiros); volante com ajuste de altura e profundidade; banco ajustável em altura; faróis com máscaras escurecidas; luzes de posição e lanternas de LED; preparação para som com quatro alto-falantes; rodas aro 16 com calotas; seis airbags (frontais, laterais dianteiros e do tipo cortina); alerta sonoro de uso dos cintos frontais e sensores de estacionamento traseiros.

O modelo reestilizado mesmo começa na variante 200 TSI (R$ 142.990), tratada por alguns profissionais da marca como Trendline, que adiciona faróis e lanternas de LED; controle de cruzeiro adaptativo; frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres; alerta de uso de todos os cintos de segurança; aplique estofado no painel; central multimídia de 10,1″; detector de fadiga; vidros elétricos dianteiros e traseiros com função um-toque; volante revestido de couro com borboletas para a troca de marchas; rodas de liga leve aro 16; pneus 205/60 e espelho retrovisor interno antiofuscante. Como opcional, há o pacote Interactive 4, composto por câmera de ré; sensores de estacionamento dianteiros; espelhos retrovisores rebatíveis eletricamente (com função tilt-down); rodas de liga leve aro 17 e pneus 205/55.

A versão Comfortline (R$ 160.990) soma ar-condicionado digital; câmera de ré; carregador de smartphone sem fio; acesso sem chave e partida por botão; manopla da alavanca do câmbio revestida de couro; sensores de estacionamento dianteiros e traseiros; painel de instrumentos digital de 10,25″, iluminação ambiente de LEDs; rodas de liga leve de 17 polegadas com pneus 205/55; painel bicolor; acendimento automático dos faróis e seleção do perfil de condução.

São dois pacotes opcionais. O Sky View 2 (R$ 7.360) inclui teto-solar panorâmico, duas luzes de leitura dianteiras (não há traseiras); retrovisor interno eletrocrômico (já é oferecido de série) e sensor de chuva. O Design View (R$ 2.990) é composto por revestimento parcial de couro sintético nos bancos e coluna e teto internos escurecidos.

No topo, a configuração Highline (R$ 175.990) se diferencia em poucos itens, especialmente por trazer pedaleiras esportivas, interior escurecido e revestimentos dos bancos de couro sintético, a grande diferença não é um equipamento, é o motor 1.4 TSI e os packs opcionais, tirando o não exclusivo teto solar panorâmico.

O pacote ADAS (R$ 3.490) carrega alerta e auxílio de permanência em faixa; detector de ponto cego; assistente de estacionamento e aviso de tráfego traseiro. Poderia vir de série, entretanto, encareceria o modelo. Para os que querem visual mais esportivo, o pack Dark (R$ 2.600) incorpora logos e emblemas escurecidos; pneus auto selantes; retrovisores e teto na cor preto ninja; rodas de liga leve aro 17 escurecidas e rack de teto também preto.

ImagemImagem: Simon Plestenjak/UOL

Seguindo o ranking de vendas, o Creta começa sua gama no Comfort Plus (R$ 140.090), configuração que traz ar-condicionado; direção elétrica; volante com regulagem de altura e profundidade; câmera de ré; vidros elétricos dianteiros e traseiros um-toque; acendimento automático dos farois; central multimídia de 8″; quatro alto falantes; sensores de estacionamento traseiros; luzes diurnas de LED (os faróis são halógenos); rodas de liga leve aro 16 com pneus 205/65 e seis airbags.

O Limited Safety (R$ 154.690) incrementa com ar-condicionado digital; painel digital de 7″; central multimídia de 8″; carregador sem fio para smartphones; chave presencial e partida por botão; freio de estacionamento eletrônico com auto hold (segura o carro automaticamente nas paradas); rodas de liga leve de 17 polegadas com pneus 215/60; barras de teto na cor prata; volante revestido de couro sintético e retrovisores rebatíveis eletricamente.

Ao contrário do T-Cross, o Creta adiciona o pacote de segurança ativa de série já na versão logo acima da básica, trazendo frenagem autônoma com detector de pedestres; alerta de presença no banco traseiro; assistente de permanência e centralização de faixa; farol alto adaptativo e detector de fadiga. É de longe um dos melhores custo-benefício da categoria.

Logo acima, o Platinum Safety (R$ 160.990) tem banco do motorista com ventilação – poderia ser para o do carona também -; central multimídia de 10,25″; bancos revestidos em couro sintético na cor marrom; câmera 360 graus e seletor do modo de condução. O único opcional é o teto solar panorâmico, que eleva o preço a R$ 171.890.

O Creta mais caro é o Ultimate (R$ 186.290), o único a vir com motor 2.0 aspirado, que carrega faróis de LED (mesmo o T-Cross mais barato já traz de série); lanternas de LED (outro ponto que deveria vir em todos de fábrica); rodas de liga leve aro 18; teto solar panorâmico; revestimentos de banco de couro sintético nos tons marrom e bege (combinação repetida no painel) e volante revestido apenas no primeiro tom.

ImagemImagem: Marcelo Justo / UOL

No terceiro lugar do pódio, o Tracker inicia a sua gama no modelo 1.0 turbo automático (da mesma maneira que o T-Cross 200 TSI, a configuração de entrada não tem um nome próprio). Embora seja vendido ao público geral, o modelo é mais voltado ao mercado PCD.

Por R$ 119.900, carrega seis airbags; tomada 12V no painel; luzes de posição de LED; rodas aro 16 com calotas; ar-condicionado; luzes de cortesia traseiras; sensor de ré; chave presencial; câmera de ré; coluna de direção com ajuste de altura e profundidade e central multimídia de 8″ com quatro alto-falantes; wi-fi embarcado.

O LT (R$ 138.040) introduz rodas de liga leve aro 17; maçanetas pintadas no tom da carroceria e seis alto falantes, um pacote que talvez não justifique a diferença em relação ao modelo de entrada. O Midnight (R$ 148.490) exibe suas diferenças estéticas logo de cara. No lugar da grade cromada das versões anteriores, adota um estilo totalmente escurecido nos logotipos, máscaras dos faróis, rack e rodas. Em equipamentos, soma sensor de luz.

Indo em direção ao topo, o Tracker LTZ (R$ 150.730) anexa alerta de colisão frontal com frenagem automática de emergência e identificador da distância do carro da frente; aviso de ponto cego; rodas aro 17 exclusivas e volante revestido de material premium, presente em parte dos bancos.

A partir do RS (R$ 167.110), o SUV vem apenas com motor 1.3 turbo. A escolha esportiva se diferencia pela grade do tipo colmeia com moldura preta, rodas no tom preto brilhante, logotipos escurecidos e rack também preto. São de série faróis e lanternas de LED; teto solar panorâmico e revestimentos internos com detalhes vermelhos.

Para completar, o Tracker Premier (R$ 170.140) se diferencia pelo apelo mais tradicional, aplicando cromados onde é possível. São de fábrica ar-condicionado digital automático; carregador de celular sem fio; sistema de baliza automática; espelho retrovisor interno eletrocrômico; sensores de estacionamento dianteiros e bancos com revestimento premium nas cores azul e preto.

ImagemImagem: Simon Plestenjak/UOL
Marcado pela estratégia de custo-benefício, o Kicks mais em conta é o Active (R$ 112.990), alternativa que traz os elementares ar-condicionado, direção elétrica e trio elétrico (vidros elétricos nas quatro portas, mas somente a do motorista é um-toque) e soma luzes de rodagem diurna de LEDs; rodas aro 16 com calotas; banco do motorista com ajuste de altura (o volante também tem de profundidade); comandos no volante (não para o computador de bordo); controle de cruzeiro; tomada 12V; lanternas traseiras de LED; retrovisores no tom da carroceria e seis airbags. É possível adicionar o multimídia de 8,2″, mas o preço sobe para R$ 114.990 – algo que vale a pena. S

O Sense (R$ 118.290) traz a mais rodas de liga leve aro 16; sensor de luz; antena do tipo barbatana de tubarão; grade cromada; maçanetas externas na cor do veículo e internas cromadas; rack de teto; câmera de estacionamento e sistema de aúdio com display colorido de 7″ e quatro alto falantes.

O Advance (R$ 135.990) junta rodas de liga leve aro 17; acabamento premium preto; sensor de luz; chave presencial com partida por botão; painel com tela de 7″; vidros elétricos um-toque para todos; console central com duas USB-A; controle do computador de bordo no volante; revestimento premium do volante; sensor de estacionamento traseiro e multimídia de 8,2″ – ainda com somente quatro alto falantes. O pack Plus aumenta o preço para R$ 138.190, adicionando acabamento premium dos bancos e retrovisor interno eletrocrômico. É a partir dessa configuração que é possível adicionar carroceria de dois tons.

Já o top Exclusive (R$ 150.190) se diferencia por ter ar-condicionado digital automático; faróis principais e de neblina de LED; retrovisores externos rebatíveis eletricamente; câmera 360 graus; controles inteligentes de curva e freio motor; estabilizador de carroceria; detector de objetos em movimento e som premium da Bose com oito alto falantes.

Só há uma opção: o pack Tech, pacote que inclui sensor de ponto cego, acendimento inteligente dos faróis; carregador de celular sem fio; alerta de colisão frontal com assistente de frenagem autônoma; alerta de mudança de faixas e assistente de tráfego cruzado.

A conclusão é que o T-Cross tem um bom pacote de itens de série, o que o habilita a concorrer com todos os seus rivais. No entanto, o carro que chama mais atenção por trazer o conjunto de equipamentos mais completo para a categoria de preço é o Creta Limited Safety. Uma nota positiva vai para o posicionamento de preços do Kicks. Embora uma nova geração esteja a caminho, mudança que trará o esperado motor 1.0 turbo, a fabricação do atual será mantida.

Uol

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