Frente Parlamentar e universidades farão mapeamento para criar roteiro da cachaça e rapadura

A Frente Parlamentar de Empreendedorismo e Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa (ALPB) em parceria com pesquisadores das Universidades Federal de Campina Grande e da Paraíba e o Instituto Federal da Paraíba (IFPB) vão elaborar um plano de ação para projetar o mapeamento das potencialidades da região do Brejo para encaminhar ao Governo Federal e assim, conseguir recursos para desenvolver a produção da cachaça e da rapadura, turismo e a cultura, gerando emprego e renda à população. A ideia é criar um roteiro da cachaça e da rapadura.

“A Região do Brejo tem grande potencialidade de desenvolver um roteiro com base na produção de cachaça e rapadura e nós tivemos a ideia de realizar esse mapeamento e pedir ajuda ao Governo Federal para que o projeto saia do papel. Incentivar essa potencialidade significa gerar emprego e renda para toda uma região e essa é a nossa principal bandeira, nossa missão à frente do mandado parlamentar que ocupamos”, disse o deputado Eduardo Carneiro, presidente da Frente Parlamentar.

A primeira reunião ocorreu no município de Areia e contou com a participação do deputado Eduardo Carneiro, dos pesquisadores Mônica Tejo (UFCG), Ingrid Dantas (UFPB) e Alexandre Fonseca (IFPB), além de produtores, do prefeito de Areia, João Francisco, e do presidente da Câmara, Neto da Ceral.

Eduardo vem desenvolvendo ações para estimular o empreendedorismo através do desenvolvimento dos arranjos produtivos locais. Em Areia, promoveu reuniões para discutir geração de emprego e renda e ofereceu capacitação para empreendedores com o objetivo de aquecer negócios e ampliar a geração de emprego e renda. O curso ‘Marketing 4.0: cachaça, turismo e artesanato’ foi uma parceria com a Escola do Legislativo. Ele também apresentou projeto de lei tornando Areia Capital Paraibana da Cachaça.

Produção – De acordo com informações da Associação Paraibana dos Engenhos de Cachaça de Alambique (Aspeca), a Paraíba é o maior fabricante de cachaça de alambique do país, possui 80 engenhos que juntos fazem 12 milhões de litros por ano. No Brasil, existem cerca de 40 mil produtores de cachaça artesanal.

Dados da Aspeca apontam, ainda, que a Paraíba possui 30 engenhos que produzem e engarrafam cachaça e outros 50 apenas produzem a bebida, vendendo a outras marcas.  O Estado fica em segundo lugar no número de produtores, ou seja, o número de engenhos que produzem e engarrafam cachaças, perdendo apenas para o estado de Minas Gerais. O produto é tão importante para o Estado, que a Lei 9150/2010 considera a bebida Patrimônio Cultural da Paraíba.



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