Reportagem publicada pela jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, revelou uma denúncia protocolada no Ministério Público da Paraíba contra a Unimed João Pessoa. O documento foi apresentado pela Andess, entidade que atua na defesa ética da saúde suplementar, e acusa a operadora de saúde de supostamente negar procedimentos médicos de alto custo mesmo após decisões judiciais.
Segundo a denúncia, a empresa teria adotado uma prática de descumprimento sistemático de liminares judiciais relacionadas a tratamentos considerados urgentes, como transplantes, quimioterapias e cirurgias. A entidade afirma ainda que a operadora preferiria pagar multas impostas pela Justiça em vez de autorizar determinados procedimentos médicos. A denúncia sustenta que haveria uma “desobediência institucionalizada” dentro da operadora.
A reportagem cita casos de pacientes que teriam enfrentado dificuldades para obter autorização de tratamentos mesmo com decisões judiciais favoráveis. Entre eles, está o de uma paciente diagnosticada com leucemia mieloide aguda que necessitava de transplante de medula óssea em caráter urgente. Segundo a denúncia, também teriam ocorrido situações descritas como “cumprimento fictício”, quando procedimentos eram formalmente autorizados, mas não efetivamente realizados.
Em nota enviada à Folha, a Unimed João Pessoa negou as acusações e classificou a denúncia como “leviana” e sem base técnica ou jurídica. A cooperativa afirmou que não adota qualquer política de descumprimento de decisões judiciais e destacou indicadores positivos obtidos junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A empresa também informou que adotará medidas judiciais contra os responsáveis pelas acusações.
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