A deputada estadual Camila Toscano subiu o tom e respondeu de forma dura às críticas feitas pelo empresário Deda Claudino, em um movimento que elevou a temperatura do debate político em Guarabira. Em fala firme, direta e carregada de indignação, Camila não apenas saiu em defesa da prefeita Léa Toscano, sua mãe, como também apontou excesso, desrespeito e preconceito nas declarações que, segundo ela, ultrapassaram o campo político e atingiram a esfera pessoal e familiar.
Na reação, a parlamentar classificou como inaceitável a tentativa de atacar Léa Toscano com insinuações sobre idade e aposentadoria, apontando que esse tipo de discurso revela mais sobre quem agride do que sobre quem é alvo das críticas. Para Camila, houve uma combinação de etarismo, misoginia e oportunismo político, numa fala que, segundo ela, buscou visibilidade às custas de ataques pessoais contra duas mulheres públicas da mesma família.
A deputada também deixou claro que sua resposta não foi apenas política, mas sobretudo de filha. Ao defender a mãe, Camila afirmou que respeito é um valor que não pode ser relativizado pelo calor da disputa. Na avaliação dela, o episódio expõe uma postura pequena, agressiva e desnecessária, marcada mais pela vontade de ferir do que de debater os problemas reais de Guarabira.
Nos bastidores, a reação de Camila foi interpretada como cirúrgica e decisiva, porque reposiciona o debate e impõe limite a um tipo de embate que, para aliados da deputada, tenta transformar ataque pessoal em estratégia de enfrentamento político. Ao mesmo tempo, a resposta também ecoa como defesa da memória do ex-prefeito Zenóbio Toscano, nome de forte peso simbólico e político na história recente da cidade.
Com a fala, Camila Toscano deixa um recado claro: aceitar divergência é parte da política, mas normalizar desrespeito, preconceito e ataques à honra familiar é outra história. E, nesse terreno, a deputada mostrou que não pretende recuar.
Por: Napoleão Soares







