Durante coletiva realizada na Paraíba nesta quinta-feira (07) antes de audiência pública para debater a redução da escala 6×1, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), reafirmou que o debate não deve ser confundido com estratégia política em ano eleitoral. Para ele, trata-se de uma pauta histórica, defendida há décadas pela classe trabalhadora e que agora ganha força no Congresso Nacional.
“É um debate que não foi criado, nem inventado, porque estamos no ano eleitoral. É uma pauta que já vem de muitos anos”, afirmou Motta, lembrando que o presidente Lula já defendia a redução da jornada desde sua atuação como sindicalista no ABC paulista.
O parlamentar destacou que a Câmara tem conduzido a discussão de forma responsável, com audiências públicas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), seminários externos e participação de diferentes setores da sociedade.
“Para não dizer que nós estamos atropelando, que nós estamos querendo fazer uma mudança sem que todos tenham a oportunidade de se manifestar. Pelo contrário”, disse.
Motta também ressaltou que o cronograma de votação foi pensado para evitar qualquer vinculação com o calendário eleitoral.
“Para que ainda quem sabe no mês do trabalhador nós possamos ter a aprovação não só na Comissão Especial como também no plenário da Câmara para que dê tempo ainda justamente para além dessa questão eleitoral o Senado tem a condição quem sabe até de votar antes do recesso para que a gente possa ir para o momento da eleição com essa situação resolvida para que não haja vinculação já que todos nós vamos disputar a eleição no segundo semestre. E eu penso que esse é um debate que não terá um vencedor no campo eleitoral, teremos na verdade a sociedade brasileira vencendo”, declarou.
O presidente da Câmara disse sentir um ambiente positivo para aprovação da proposta de emenda constitucional, independentemente de vinculação partidária.
“Assim como foi o imposto de renda, eu penso que nós caminhamos para um projeto que possa ter aí uma ampla convergência, quem sabe até uma unanimidade dentro da Câmara dos Deputados”, declarou.
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