O prefeito de Alhandra, Marcelo Rodrigues, deu um recado político claro durante a festa de emancipação do município: sua relação com o ex-governador João Azevêdo, hoje apontado como pré-candidato ao Senado, já não parece a mesma.
Em pronunciamento no evento, Marcelo externou desconforto com movimentos recentes nos bastidores e sinalizou que não deverá mais manter apoio ao projeto político de João para a disputa senatorial. A fala repercutiu como um gesto de distanciamento e pode marcar uma mudança importante no tabuleiro político do Litoral Sul.
Ao justificar sua posição, o prefeito citou compromissos institucionais recentes ao lado do governador Lucas Ribeiro e afirmou ter percebido limitações e preocupações políticas no ambiente das articulações. Segundo Marcelo, essa leitura pesou diretamente na decisão de rever seu alinhamento.
“O governador Lucas me apresentou a ministros, tivemos contato, mas senti nas palavras que havia uma limitação. Percebi que existia uma preocupação em não desagradar determinados aliados políticos”, declarou.
A fala, embora sem anúncio formal de rompimento em tom definitivo, carrega forte conteúdo político e foi interpretada como um afastamento público de João Azevêdo. Em tempos de pré-campanha, movimentos como esse têm peso, sobretudo quando partem de um prefeito com influência regional e inserção em uma área estratégica do estado.
Mais do que uma queixa pontual, a declaração de Marcelo Rodrigues expõe fissuras dentro de um campo político que até pouco tempo parecia alinhado. E, na política, quando o desconforto vira discurso público, dificilmente o gesto passa sem consequência.
Apesar da declaração política, o evento também teve anúncios administrativos importantes. Entre eles, a construção de 50 novas unidades habitacionais no município, reforçando ações na área de moradia.
Da redação









