Apesar de amplamente divulgado sobre seus malefícios, o Tabagismo ainda hoje é um dos hábitos mais praticados tanto por homens como por mulheres, sendo ainda o principal vilão responsável por milhões de morte no mundo anualmente.
É nesse cenário que o Dr. Eduardo Brito – Médico clínico geral, com especialização em cardiologia pelo Hospital Albert Eisten (SP), segue alertando sobre os perigos do tabaco no acometimento das doenças cardiovasculares, baseando-se nas pesquisas mais recentes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e do Instituto Nacional do Câncer – INCA, através do programa Rádio Repórter (Rádio correio FM).
O tabagismo seria “o hábito de fumar, associado a um transtorno mental e de comportamento, ou seja, por muitas vezes os fumantes têm o desejo de parar de fumar, porém, não conseguem com facilidade, tratamos aqui de dependência química que afeta o sistema límbico, localizado no Sistema Nervoso Central, associado ao prazer”, define o médico.
Abraçando os dados epidemiológicos nacionais e internacionais, Brito afirmou que 16,5% dos homens fumam no Brasil, contra 11% das mulheres. Destacou que as mortes anuais alcançam 6 milhões de pessoas no mundo, além de 600,000 mortes de fumantes passivos. Curiosamente, explicou que as substâncias liberadas pelo cigarro permanecem no ambiente por 24h, fato este que incentivou legislações contra o tabaco em alguns locais públicos. Disse ser um verdadeiro malefício para toda sociedade.
O médico inicialmente explicou que 29% das mortes por doenças cardiovasculares estão relacionadas ao tabaco, recebendo destaque para os Infartos Agudos do Miocárdio, Acidentes Vasculares Encefálicos e mortes súbitas. Não menos importante, afirmou também que as neoplasias malignas associadas também a essa carga tabágica, atingem a marca de 33% de mortes anuais, ficando espantosamente na frente das doenças respiratórias, com destaque para DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), que somaram um total de 29% também de mortes anuais.
Dr. Eduardo seguiu trazendo dados que merecem o alerta da sociedade. Apontou que, em um estudo canadense, se a pessoa fuma um cigarro por dia, aumenta em 40% a chance de ter IAM, (Infarto Agudo do Miocárdio). “Isso é uma estatística muito preocupante!”, afirmou o médico. Enfatizou que o conceito de “não tragar”, não exime o paciente à exposição das mais de 4.000 substâncias químicas, sendo destas, 250 tóxicas, além das substâncias cancerígenas, que o cigarro possui. “A cada cigarro inalado, inserimos mais de 600 milhões de moléculas cancerígenas, numa temperatura de 70 graus, prejudicando grandemente os alvéolos pulmonares”, destacou mais uma vez Brito.
O médico mencionou que o tabagismo não traz só repercussão para a saúde do paciente, mas também para a saúde pública e econômica de um país. Os impactos socioeconômicos trazidos por essa problemática, atinge um percentual de 15% dos gastos com a saúde pública no Brasil, que chega a gastar 21 bilhões com as doenças diretamente relacionadas ao cigarro por ano.
Sobre a instalação do quadro de dependência e o tratamento, Dr. Eduardo enfatizou sobre a fisiopatologia da nicotina, principal substância psicoativa, responsável pela manutenção e persistência do hábito de fumar desses pacientes. Apesar de não ser cancerígena, a nicotina ativa o sistema neurolímbico, como já reportado mais acima, estimulando a liberação da dopamina, um neurotransmissor que proporciona prazer e bem estar. E é nessa linha de investigação que as indústrias medicamentosas apontam e trazem soluções cada vez mais inovadoras.
O tratamento deve ser feito de forma individualizada, respeitando a condição clínica de cada paciente. “Não existe uma receita de bolo para todos!”, reforça Brito. Os tratamentos focam a terapia medicamentosa, que deve ser avaliada por um profissional médico competente, somado ao tratamento psicológico, que deve levar em consideração o desejo do paciente em querer realmente para de fumar. Se não houver a colaboração efetiva do binômio paciente x desejo de parar, o tratamento pode falhar.
Finalizando os esclarecimentos, Dr. Eduardo chamou atenção de todos sobre uma notícia lamentavelmente divulgada sobre os “supostos benefícios do cigarro que levariam a diminuição dos riscos em adquirir a COVID – 19. “Ao contrário do que foi maldosamente dito, o cigarro diminui imunidade, e prejudica principalmente nosso arcabouço vascular, levando aos processos inflamatórios agudos e crônicos, facilitando a entrada do vírus no organismo!”, conclui o médico.
Ouça o áudio da entrevista do Dr. Eduardo no Programa Rádio Repórter (Rádio correio do Vale FM):
Atendimento:
Eduardo Brito atende todas as sextas-feiras na clínica Labore (contato 3292-3956/99166-8085), localizado na Rua Marcos Barbosa, 104, Centro – Mamanguape. O clínico geral com especialização em cardiologia no Hospital Albert Eisten (SP) realiza consultas cardiológicas, avaliação pré-operatória (risco cirúrgico), holter 24h, eletrocardiograma, mapa, consulta clínica geral e avaliação para atividades físicas.
Da Redação com Assessoria









