O deputado estadual Walber Virgolino (PL) comentou nesta quarta-feira (27) a discussão envolvendo os vereadores Guga Pet (PP) e Éder da Jampa (PL) durante sessão na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP). O embate ocorreu após debate sobre a realização de vaquejadas e defesa da causa animal.
Em entrevista ao portal Fonte83, Walber criticou a postura de Guga Pet e saiu em defesa das vaquejadas, classificando a atividade como um importante setor econômico e cultural do Nordeste. “Ali é uma questão pessoal. Guga Pet é um cara que defende animais, mas ele não criou uma calopsita em casa. O cara que não sabe o que é criar um animal, não sabe o trabalho que dá cuidar de um animal dentro de casa, não pode usar isso como bandeira. Eder foi bastante feliz na colocação dele”, afirmou.
O parlamentar também destacou o impacto econômico das vaquejadas e afirmou que a prática vai além do esporte. “A vaquejada hoje não é só um esporte. É geração de emprego e renda. São mais de 600 mil empregos gerados direta e indiretamente em todo o Brasil. É um esporte consolidado, que muda a vida da população e merece ser tratado com respeito. E eu vou exigir esse respeito”, declarou.
Durante a entrevista, Walber ainda comentou o que classificou como uma disputa política em torno da pauta animal. “Hoje, proteger animal, todo mundo protege. Todo político tem o direito de defender essa causa. Eu corro vaquejada, tenho vários cachorros, salvo animais, patrocino ONGs. Não existe dono dessa bandeira. Assim como saúde e segurança pública, a causa animal não é exclusiva de ninguém”, disse.
Debate elevou tensão no plenário
A discussão na Câmara Municipal começou após discurso de Guga Pet em defesa da causa animal e contra a realização de vaquejadas. Durante a sessão, o vereador criticou a falta de políticas públicas voltadas à proteção animal e defendeu ações como castração e assistência veterinária.
O clima no plenário se intensificou quando o parlamentar voltou a associar as vaquejadas à prática de maus-tratos contra animais. Após a fala, vereadores iniciaram discussões paralelas, entre eles Éder da Jampa, provocando troca de acusações e interrupções durante a sessão.
O episódio movimentou os bastidores da política pessoense e reacendeu o debate entre defensores da causa animal e parlamentares ligados aos setores que apoiam a realização de vaquejadas na Paraíba.
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