O cenário político de Rio Tinto ainda está longe do apito inicial de 2028, mas os movimentos de bastidor já começam a ganhar forma e, dessa vez, com um recado direto vindo de quem comanda o Legislativo municipal. Sandro Gomes (PSB), presidente da Câmara Municipal de Rio Tinto (CMRT), afirmou que não descarta abrir diálogo, no momento oportuno, para integrar uma chapa majoritária no próximo ciclo eleitoral.
Com cautela e sem antecipar o calendário — Sandro reconheceu que seu nome vem sendo citado por moradores da cidade como alternativa para encabeçar um projeto futuro, mas frisou que a prioridade agora é o trabalho e a agenda da população.
“Ainda estamos muito longe das eleições municipais de 2028. Nosso nome vem sendo especulado pelos rio-tintenses para encabeçar uma chapa, mas o foco agora é trabalhar pelo povo”, pontuou.
“Jogador de time vencedor”
Questionado pelo Blog sobre a hipótese de ser o candidato apoiado pela prefeita Magna Gerbasi (PP) e pelas lideranças do grupo governista, Sandro foi objetivo e adotou um tom de quem conhece a regra básica da política municipal: ninguém joga sozinho.
“Sou um jogador do time vencedor. Para disputar a Prefeitura em 2028, tudo acontece na hora certa”, resumiu.
Na sequência, veio a frase que, na prática, funciona como senha de bastidor: o PSB quer participar do processo. Sandro evitou o discurso de imposição e colocou o partido no centro do debate futuro, indicando que a legenda pretende ter voz ativa na montagem da chapa.
“Ninguém é candidato por imposição. Se houver convite, o PSB quer discutir, quer participar do processo no futuro. Tudo acontece na hora certa”, afirmou.
Disputa interna e “fila andando” no grupo
Com maturidade política, o presidente da Câmara também fez um registro importante: há outros nomes no grupo governista com interesse legítimo em compor a chapa — seja na cabeça, seja na vice. E, para quem acompanha a dinâmica local, esse reconhecimento evita ruído desnecessário e antecipa a realidade: 2028 será decidido tanto nas ruas quanto dentro da base.
“Existem outros nomes no grupo da situação. Todos almejam encabeçar a chapa ou ser vice, o que é natural”, observou.
Força política, identidade e conexão com o Governo do Estado
Além da projeção como liderança política na “cidade das palmeiras imperiais”, Sandro carrega um componente que o diferencia no cenário regional: ele é Cacique Geral do povo Potiguara, com presença e influência que extrapolam o debate partidário e dialogam com identidade, território e representatividade.
No PSB, é visto como um quadro de confiança, com prestígio junto ao governador João Azevêdo, o que pode, no tempo certo, acrescentar peso ao seu nome em qualquer arranjo eleitoral — seja como cabeça, seja como peça-chave de composição.
Por ora, Sandro joga no modo “pé no chão”, mas deixa a mensagem registrada: se o convite vier, o PSB quer sentar à mesa. E em Rio Tinto, quando alguém fala em mesa, todo mundo sabe: é porque o jantar de 2028 começa a ser servido bem antes do ano virar.
Por Chico Soares e Napoleão Soares









