O ex-governador Ricardo Coutinho (PT) voltou a colocar um ingrediente de peso no tabuleiro político da Paraíba. Em entrevista à Rádio Arapuan FM, na quarta-feira (10), Ricardo afirmou que, até o momento, tem apenas um nome definido para o Senado em 2026: Veneziano Vital do Rêgo (MDB).
Sem demonstrar pressa para completar a chapa, Ricardo disse que não há obrigação política de votar em dois nomes para o Senado e afirmou que, hoje, votaria apenas em Veneziano.
“Eu tenho um candidato ao Senado, que é Veneziano. Tenho trabalhado pelo nome de Veneziano. E não está escrito em canto nenhum que votar em apenas um não valha”, declarou.
A fala tem peso porque Ricardo não tratou o tema apenas como escolha eleitoral. Ele deixou claro que sua posição passa por identidade política, discurso e alinhamento de ideias. Segundo o ex-governador, os demais pré-candidatos ainda não conseguiram representar, em suas falas, o campo político no qual ele se reconhece.
O segundo voto, por enquanto, fica na gaveta. Ricardo afirmou que pretende observar a conjuntura nacional, conversar com a direção do PT e considerar a orientação do presidente Lula antes de tomar qualquer decisão. Também reforçou que não vota no ex-governador João Azevêdo, posição que já havia tornado pública.
Mais frio em relação à eleição estadual, Ricardo foi direto ao dizer que não está empolgado com a disputa pelo Governo da Paraíba nem com a definição do segundo voto ao Senado. Sua energia política, segundo ele, está concentrada na reeleição do presidente Lula, que considera prioridade diante do cenário nacional e internacional.
Na prática, Ricardo mandou um recado duplo: Veneziano tem seu voto, mas o restante do jogo ainda não o convenceu.
Em uma eleição de duas vagas para o Senado, a decisão de um ex-governador de declarar apenas um voto não é detalhe. É gesto político, é pressão silenciosa e também é aviso: nem toda aliança se resolve por tabela. Algumas precisam passar pelo filtro da convicção.
Por: Napoleão Soares







