Na política, há apoios que nascem da conveniência do momento. E há apoios que nascem da história, da palavra cumprida e do reconhecimento. Em Itapororoca, a relação entre o prefeito Batista Torres e o senador Efraim Filho parece estar no segundo grupo.
A fala recente de Efraim ao jornalista Napoleão Soares, do Blog Chico Soares, escancarou uma relação política que vai além do palanque. Ao destacar a “retidão, transparência e gratidão” de Batista, o senador colocou Itapororoca no centro de uma narrativa rara na política atual: a de um prefeito que não esquece quem ajudou sua cidade.
Batista entendeu, antes de muitos, que parte importante das ações, obras e conquistas que chegaram a Itapororoca ao longo dos últimos anos teve a participação direta de Efraim Filho. O município passou por gestões marcantes, como as de Celso, da ex-prefeita Elissandra e agora do próprio Batista, mas há um fio político que liga diferentes momentos da cidade: a presença de Efraim na destinação de recursos, articulações e parcerias.
Segundo aliados, são mais de R$ 30 milhões em recursos destinados ou articulados em favor de Itapororoca ao longo dessa caminhada. Na prática, isso ajuda a explicar por que Batista foi um dos primeiros prefeitos da Paraíba a declarar apoio ao projeto de Efraim para o Governo do Estado. Não foi apenas uma escolha eleitoral. Foi um gesto de reconhecimento.
Mais do que apoiar, Batista entrou no projeto por inteiro. Caminha com Efraim para o Governo, vota em George Morais, irmão do senador, para a Câmara Federal, e também abriu espaço para a pré-candidatura de Geska Maia, esposa do prefeito Laurinho Maia, de Catolé do Rocha, em um movimento construído dentro da lógica de confiança e reciprocidade política.
Essa postura fez Itapororoca ganhar destaque no tabuleiro estadual. Em um tempo em que muitos mudam de lado ao sabor do vento, Batista aparece como uma liderança que valoriza palavra, compromisso e gratidão. E foi justamente isso que Efraim fez questão de registrar: Itapororoca virou referência pela forma como conduziu sua decisão política.
“Foguete não dá ré, mas dá carona”, disse Efraim, ao lado de aliados, em uma frase que carrega simbolismo político. Na tradução dos bastidores, o recado é claro: quem acreditou cedo no projeto terá espaço, respeito e prioridade na construção do futuro.
Ao ser questionado sobre o que Catolé do Rocha e Itapororoca poderiam esperar de um eventual governo seu, Efraim respondeu com três palavras: compromisso, atenção e solução. Prometeu olhar para os problemas reais, como segurança pública, abastecimento de água, saúde e educação, e afirmou que há uma agenda de transformação em curso.
Para Itapororoca, a fala tem peso. Não se trata apenas de promessa de campanha. Trata-se de uma relação política já testada, construída em recursos, obras, gestos e presença. Batista sabe disso. Efraim também.
No Vale do Mamanguape, onde a política é feita de memória, palavra e comparação, a fidelidade de Batista chama atenção porque revela algo que parecia cada vez mais raro: ainda existe gratidão na política. Ainda existe reconhecimento. Ainda existe liderança que olha para trás, lembra quem ajudou e decide caminhar com quem esteve presente quando a cidade precisou.
Itapororoca, terra de gente trabalhadora e de forte tradição política, entra nesse debate não como coadjuvante, mas como símbolo. Símbolo de um prefeito que escolheu a fidelidade como caminho. Símbolo de um senador que reconheceu publicamente essa postura. E símbolo de uma aliança que, para além dos discursos, carrega a marca das entregas e da confiança.
Na política, muita coisa passa. Mas gratidão, quando é verdadeira, costuma deixar rastro. Em Itapororoca, Batista está tentando mostrar exatamente isso.
Por: Napoleão Soares







