O ex-governador e pré-candidato ao Senado João Azevêdo, presidente estadual do PSB na Paraíba, respondeu com serenidade, mas com recado político claro, a uma pergunta feita pelo jornalista Napoleão Soares durante entrevista ao programa Poder e Notícia, apresentado em cadeia estadual ao lado de Júnior Duarte. A direção nacional do PSB oficializou João no comando estadual da legenda em 2025, com mandato ligado ao ciclo eleitoral de 2026.
Questionado sobre o motivo de o PSB não ter montado uma nominata proporcional mais forte, a exemplo de partidos como Republicanos e Progressistas, João afirmou que nunca estimulou nem autorizou a saída de filiados. Segundo ele, a decisão de cada liderança seguir outro caminho é pessoal e deve ser respeitada, ainda que possa causar discordância ou chateação.
Na fala, João também mandou um recado elegante aos que estiveram em seu governo, receberam espaço político e depois migraram para outras legendas: política se faz com quem deseja caminhar junto, não com imposição.
O ex-governador ainda criticou a leitura meramente matemática da política. Para ele, partido não pode ser visto apenas como soma de nomes, contas e votos. É preciso compreender o momento, respeitar escolhas e seguir com quem permanece no projeto.
A resposta teve o tom de quem conhece o peso da caneta, mas também os limites dela. João deixou claro que liderança política não se mede apenas pela capacidade de segurar aliados, mas também pela maturidade de entender quando alguns preferem mudar de estrada.
No fim, a fala revelou um João menos preocupado em apontar culpados e mais interessado em preservar pontes. No tabuleiro de 2026, ele sabe que quem sai hoje pode faltar amanhã — mas também sabe que, em política, porta totalmente fechada quase sempre vira problema futuro.
Por: Napoleão Soares








