O deputado estadual Júnior Araújo (PP) deixou aberta a possibilidade de disputar, no futuro, a presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba e reforçou, em entrevista, que seu nome está à disposição para o debate político interno da Casa, desde que, antes de tudo, venha a conquistar mais um mandato nas eleições.
Com atuação consolidada no Sertão paraibano, especialmente na região de Cajazeiras, Júnior tem ampliado sua presença política e se mantido como um dos nomes competitivos do Progressistas para a disputa proporcional. Ao tratar da sucessão no comando da Assembleia, o parlamentar adotou um discurso de cautela, mas sem esconder que poderá entrar no jogo, caso o cenário lhe seja favorável.
“Se eu tiver a oportunidade, vou colocar meu nome à prova também”, afirmou.
A declaração revela um deputado que não apenas trabalha pela recondução ao mandato, mas que também começa a ser inserido nas conversas sobre espaços mais amplos dentro do Poder Legislativo. Ao mesmo tempo em que evita precipitação, Júnior demonstra consciência de que uma eventual candidatura à presidência depende de construção política, articulação e capacidade de diálogo com os demais parlamentares.
Na fala, ele fez questão de destacar que o primeiro passo é estar entre os 36 eleitos. Só depois disso, segundo o próprio deputado, será possível tratar de qualquer projeto interno dentro da Assembleia. A posição mostra prudência política, mas também indica que seu nome já circula com alguma viabilidade nos bastidores.
Exatamente por reunir presença regional, atuação constante e trânsito político dentro do grupo governista e de setores aliados, Júnior Araújo aparece como um nome que pode crescer ainda mais no próximo ciclo. No Sertão, mantém base ativa e discurso municipalista; na Assembleia, busca se afirmar como parlamentar articulado e com capacidade de compor.
Mais do que antecipar uma disputa, Júnior parece sinalizar que quer estar pronto para ela. E, na política, quem se coloca no momento certo passa a fazer parte do jogo antes mesmo de a eleição começar.
Por: Napoleão Soares








