“Quem tem tempo não tem pressa.” Foi com essa frase, de quem sabe o tamanho do passo que vai dar — que Maria Porto respondeu ao Blog Chico Soares, em conversa com o jornalista Napoleão Soares, sobre o seu futuro partidário rumo a 2026. Cotada entre os nomes mais competitivos para a Assembleia Legislativa da Paraíba, Maria foi direta ao “cortar” o barulho do bastidor: a decisão ainda não está tomada e tudo que tem circulado por aí é especulação.
Com desenvoltura de política raiz e discurso afinado, Maria resumiu sua posição num slogan que já nasce pronto para o corpo a corpo: “Meu partido é a Paraíba — é o Brejo, é o Vale do Mamanguape, é cada canto onde tem gente acreditando no nosso projeto.” Na prática, ela confirma que vem sendo procurada e sondada por diferentes legendas, mantém diálogo aberto e conversas francas, mas reforça que só vai bater o martelo entre março e abril.
Esposa do prefeito de Bananeiras, Matheus Bezerra, e filha do desembargador Zeca Porto, Maria carrega “política no sangue” — mas, na entrevista, preferiu mostrar uma qualidade rara em ano pré-eleitoral: calma estratégica. Enquanto muitos se afogam na ansiedade do anúncio, ela deixa claro que vai escolher com critério o caminho partidário para consolidar a pré-candidatura.
No radar de apoios e costuras em várias regiões, Maria Porto entra no jogo com um recado que vale como senha: quando falar, será para anunciar — não para “testar” nome em manchete. E se a movimentação de janeiro é de bastidor, a partir de fevereiro de 2027 — com ela chegando forte ao parlamento — a política paraibana pode ganhar uma voz que mistura raízes, presença e articulação.
Por: Napoleão Soares










