A defesa de Jair Bolsonaro (PL) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (3), relatórios médicos que apontam a necessidade de uma nova cirurgia no ex-presidente. De acordo com o documento fisioterapêutico, Bolsonaro apresenta um quadro de dor intensa no ombro direito e, após avaliação ortopédica acompanhada de exames complementares, há “indicação de tratamento cirúrgico.”
Desde então em prisão domiciliar, o ex-presidente apresenta limitações físicas importantes. Além da dor intensa, há restrição de movimento, com elevação do braço limitada a 90 graus, perda de força muscular e assimetria postural “caracterizada por inferiorização do ombro direito em relação ao esquerdo”, conforme descrito no relatório. “O paciente se encontra em fase pré-operatória, com quadro álgico importante e limitação funcional significativa do membro superior acometido”, destacou o fisioterapeuta. Ele também apontou que a intensidade da dor tem dificultado a evolução do tratamento fisioterapêutico.
O relatório enviado ao STF faz parte da primeira atualização médica periódica exigida pela decisão que concedeu prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.
O ex-presidente está em casa desde 27 de março e deve cumprir uma série de restrições impostas pelo STF por um período inicial de 90 dias. Entre as medidas determinadas estão a proibição do uso de celular e a limitação de visitas, sob a justificativa de “evitar risco de sepse e controle de infecções”.
Atualmente, residem com Bolsonaro sua esposa, Michelle Bolsonaro, a filha mais nova, Laura Bolsonaro, e a enteada, Letícia Firmino. Ele foi condenado em setembro de 2025 pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão, por envolvimento em uma tentativa de golpe após as eleições de 2022.
Por: Notícias ao Minuto







