Em meio a um cenário político cada vez mais contaminado pela ansiedade eleitoral, o prefeito de Paulista, Lucas Pereira, resolveu caminhar na direção oposta. Em entrevista ao Blog Chico Soares, ao jornalista Napoleão Soares, o gestor afirmou, de forma direta, que não pensa em disputar a reeleição e que sua missão, neste momento, é concentrar energia em fazer a melhor gestão de sua vida e uma das mais marcantes da história do município, sempre com respeito a quem já passou pela Prefeitura.
A fala chama atenção justamente porque rompe com o roteiro mais comum da política: o de antecipar o próximo palanque antes mesmo de concluir o mandato em curso. Lucas prefere colocar a administração no centro do debate. E não fala do vazio. Em abril de 2025, uma pesquisa citada pela imprensa local apontou 90,56% de aprovação de sua gestão. Além disso, a Prefeitura tem tocado obras de infraestrutura, como a implantação de pavimentação em ruas do município, enquanto o próprio prefeito tem destacado investimentos e ações estruturantes em andamento.
No campo político, Lucas também se move com amplitude. Em fevereiro de 2025, durante agenda com o secretário estadual Wilson Filho, ele falou em parceria “harmoniosa” com o Governo do Estado na área da educação. Já em março deste ano, ao prestigiar a filiação de Gervásio Maia ao PCdoB, citou a chegada de R$ 18 milhões por meio do senador Veneziano Vital do Rêgo, a reabertura de um centro cirúrgico fechado havia décadas e o maior programa de pavimentação da história da cidade. Também há registros recentes de seu alinhamento político com o projeto de continuidade representado por Lucas Ribeiro, herdeiro político-administrativo do ciclo liderado por João Azevêdo.
No fim das contas, a declaração de Lucas Pereira tem peso porque passa uma mensagem rara: a de que ainda existe gestor disposto a trocar o cálculo da próxima eleição pela entrega do mandato presente. Em vez de alimentar especulações sobre 2028, ele tenta fixar a ideia de compromisso com 2026, 2027 e com o tempo que ainda tem para governar. Numa política acostumada a correr demais para o futuro, Lucas escolhe dizer que, antes de pensar em continuar, quer primeiro merecer ser lembrado.
Por: Napoleão Soares







