O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), oficializou nesta quinta-feira (15) a recondução do médico Alexandre César da Cruz Lima à direção do Complexo Hospitalar de Mangabeira Governador Tarcísio Burity — o Trauminha. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Município e marca o retorno de um gestor já conhecido da unidade, em um movimento interpretado nos bastidores como decisão de confiança e reposição de experiência em um equipamento considerado estratégico para a rede municipal.
Alexandre César volta ao comando após deixar a Secretaria de Saúde de Cabedelo, onde atuou durante a gestão do então prefeito André Coutinho (Avante). Com a mudança no comando do município e a posse do prefeito interino Edvaldo Neto (Avante) — o médico foi exonerado da pasta, abrindo caminho para o retorno a João Pessoa.
Para viabilizar a mudança, o médico Fellipe Eduardo de Medeiros Nunes, que respondia pela direção do Trauminha, foi exonerado do cargo. Os atos foram publicados oficialmente, consolidando a troca no comando da unidade.
Um recado de gestão: “Trauminha é prioridade”
O retorno de Alexandre César não é apenas troca administrativa — é mensagem política e institucional. O Trauminha é uma das unidades mais simbólicas e desafiadoras da Capital, por ser porta de entrada de alta demanda e por carregar, historicamente, pressões de fluxo, estrutura e atendimento. Ao optar por um nome com estrada na função, Cícero sinaliza que quer mão experiente, presença diária e foco em resultado.
Alexandre César é lembrado por setores da saúde como profissional de perfil técnico e liderança prática, associado a uma linha de atendimento humanizado, organização de rotinas e atuação direta no cotidiano hospitalar — atributos que pesam ainda mais em um hospital que vive o ritmo intenso da urgência e emergência.
Um retorno com peso simbólico
Na prática, João Pessoa traz de volta um gestor que já conhece o terreno e isso, na saúde pública, vale tempo, ritmo e capacidade de resposta. A leitura é de que Cícero escolhe reduzir improvisos e encurtar a curva de adaptação: em vez de “começar do zero”, aposta em quem sabe onde estão os gargalos e como destravar processos.
Com a nomeação, a expectativa agora se volta para as medidas de reforço na assistência, a continuidade de ajustes internos e a ampliação de respostas ao cidadão — especialmente em uma unidade que, pela própria natureza, precisa funcionar com agilidade, acolhimento e eficiência.
Em resumo: ao reconduzir Alexandre César, Cícero faz um movimento de gestão com endereço certo — e coloca o Trauminha novamente no centro das prioridades, com a aposta clara de que experiência e comando presente fazem diferença onde a população mais precisa: na ponta do atendimento.
Por: Napoleão Soares









