A política de Cabedelo virou página e escreveu outra — com caneta grossa. Nesta quinta-feira (15), o prefeito interino Edvaldo Neto reuniu lideranças e selou um movimento que mexe diretamente com os bastidores da cidade portuária: 14 vereadores declararam apoio à sua pré-candidatura para a eleição suplementar marcada para 12 de abril de 2026.
O encontro contou com a presença do ex-prefeito Vitor Hugo Castelliano (Avante) e do presidente da Câmara, José Pereira, e foi lido como uma fotografia de força: em vez de dispersão, um bloco praticamente fechado em torno da gestão interina — algo raro em cenários de eleição suplementar, onde o ambiente costuma ser de tensão, rachaduras e disputa por território.
A força do gesto: “Câmara em peso” vira combustível eleitoral
Na prática, a adesão de 14 dos 15 vereadores, significa mais do que apoio formal. Significa rede política funcionando: base no Legislativo, articulação no varejo, capilaridade nos bairros e um “selo” que, em campanha curta, pesa muito — especialmente quando a cidade ainda vive os efeitos do cenário que levou ao novo pleito.
Edvaldo, que assumiu interinamente a Prefeitura após a mudança institucional decorrente do processo eleitoral, tenta transformar o tempo curto em vantagem: gestão com discurso de continuidade, e campanha com a imagem de quem tem grupo, tem direção e tem sustentação política.
Calendário já apertado: janeiro é largada, abril é decisão
A eleição suplementar tem cronograma definido pelo TRE-PB:
Convenções: 29 de janeiro a 14 de fevereiro
Registro de candidaturas: até 19h de 24 de fevereiro
Propaganda eleitoral: de 25 de fevereiro a 9 de abril
Eleição: 12 de abril
Prestação de contas: até 12 de maio
Ou seja: não existe “amanhã” para se organizar. É tudo agora.
Bastidores em ebulição: Cabedelo entra em modo campanha
O que se percebe é que Cabedelo já entrou oficialmente no modo eleição. E, nesse tipo de disputa, quem consegue colocar de pé uma imagem de estabilidade e unidade sai na frente. A estratégia de Edvaldo e Vitor Hugo é clara: mostrar que o grupo está inteiro, que a gestão tem sustentação e que a candidatura nasce com base sólida — um recado que mira tanto o eleitor quanto os adversários.
No xadrez da cidade portuária, a movimentação desta quinta-feira deixa uma leitura evidente: Edvaldo Neto não quer apenas disputar — quer largar liderando, com a Câmara como vitrine de força e a unidade como principal ativo político.
Por: Napoleão Soares









