Dando prosseguimento a uma série de entrevistas clinicamente curiosas e satisfatórias, Dr. Eduardo Brito – Médico clínico geral, com especialização em cardiologia pelo Hospital Albert Eisten (SP), esclarece de maneira didática à população, através do programa Rádio Repórter (Rádio correio FM), sobre os riscos e consequências de uma das patologias mais recorrentes e prevalentes na sociedade: a obesidade.
O médico definiu como sendo uma doença crônica, causada por acúmulo excessivo de gordura corporal e pela má regulação do centro de saciedade. Brito destacou ainda que a obesidade não compromete apenas fins estéticos, mas também acomete de maneira desastrosa, outros sistemas do organismo, como o metabólico, cardiológico, renal, entre outros.
Dr. Eduardo mencionou que o enfrentamento dessa gravidade tem se tornado um desafio diário aos profissionais de saúde. Os boletins epidemiológicos apontam crescimento acelerado na população brasileira. “É curioso destacarmos que o Brasil possui hoje mais de 18 milhões de obesos, além de 70 milhões com sobrepeso. O aumento de peso cresceu em aproximadamente 26% em menos de 10 anos, sendo mais prevalente em homens. Os dados são alarmantes”, frisou o médico.
Eduardo também alertou sobre o cenário que a obesidade vem se desenhando e reportou sua origem em aspecto multifatorial, criando seu alicerce desde uma alimentação incorreta (aspectos culturais e comportamentais), até a perseguição dos fatores metabólicos, genéticos, e psicológicos.
Segundo Brito, é importante esclarecer que o diagnóstico dessa patologia seja dado por um médico, devidamente habilitado e com competência técnica para tanto. A obesidade deve ser encarada com seriedade pelo paciente e pelo profissional de saúde, para que o tratamento seja estabelecido de maneira eficaz e satisfatória.
O médico informou também que, apesar de ser uma condição recorrente na população, a desinformação ao tratamento adequado, acaba por vezes, prejudicando o paciente que tenta estabelecer seus próprios critérios (automedicação). A linha terapêutica deve basear-se inicialmente na mudança do estilo de vida (agregar hábitos alimentares adequados à condição metabólica de cada um, favorecendo o balanço energético negativo, sendo somado á atividades físicas), e em medicações específicas (devidamente prescritas). Caso o tratamento não mostre resultados na diminuição de pelo menos 5% do peso corporal em 03 meses, o paciente deve ser reavaliado, reiterando mais uma vez a necessidade de que esse acompanhamento seja feito por um profissional médico devidamente habilitado.
Dr. Eduardo Brito finalizou reforçando e alertando a população quanto aos cuidados no combate a essa doença, que traz complicações não só cardiológicas (maior mortalidade), como também endócrinas (com destaque para a Diabetes Mellitus), gastroesofágicas (chamando atenção para as doenças do refluxo), hepáticas (reforçando a Esteato Hepatite não Alcoólica – NASH), renais, e osteoarticulares. Não obstante, destacou também afetar a diminuição da libido (desejo sexual), e causar depressão.
Atendimento:
Eduardo Brito atende todas as sextas-feiras na clínica Labore (contato 3292-3956/99166-8085), localizado na Rua Marcos Barbosa, 104, Centro – Mamanguape. O clínico geral com especialização em cardiologia no Hospital Albert Eisten (SP) realiza consultas cardiológicas, avaliação pré-operatória (risco cirúrgico), holter 24h, eletrocardiograma, mapa, consulta clínica geral e avaliação para atividades físicas.
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