O líder da oposição, deputado estadual Dr. Aledson votou contra Projeto de Lei encaminhado pelo Governo do Estado autorizando a abertura de crédito especial de R$ 15,7 milhões para o chamado “Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis”. A matéria foi aprovada na última sessão legislativa do semestre.
Apesar da aprovação, o deputado estadual Dr. Aledson votou contra o projeto e levantou questionamentos sobre a falta de transparência na destinação dos recursos.
Segundo o texto enviado pelo Poder Executivo, os recursos serão utilizados para abastecimento e combustível, no entanto, o projeto não detalha quais órgãos, secretarias ou programas serão beneficiados com os recursos.
Para Dr. Aledson, a ausência dessas informações impede uma análise mais aprofundada e deixa a população sem explicações.
“Não estamos discutindo um valor pequeno. São R$ 15,7 milhões destinados a combustível sem que o governo apresente de forma clara onde esse dinheiro será aplicado, quais secretarias serão contempladas e qual a real necessidade operacional dessa despesa”, argumentou o parlamentar.
O deputado também chamou atenção para o momento em que a matéria foi apresentada. Em ano eleitoral, segundo ele, a transparência na utilização dos recursos públicos deve ser ainda maior para evitar dúvidas e garantir o controle social dos gastos governamentais.
Valor daria para dar 723 voltas na Terra
Os números impressionam porque considerando o preço médio da gasolina em R$ 6,50 por litro, os R$ 15,7 milhões autorizados equivalem à compra de aproximadamente 2,4 milhões de litros de combustível. Se utilizados em veículos com consumo médio de 12 quilômetros por litro, esse volume permitiria percorrer cerca de 29 milhões de quilômetros.
Numa comparação, essa distância representa aproximadamente 723 voltas completas ao redor da Terra.
Durante a tramitação da matéria, o Governo do Estado não apresentou, segundo os parlamentares de oposição, explicações detalhadas sobre a operacionalização do programa, nem como seria a distribuição dos recursos entre os diversos órgãos da administração estadual.
Mesmo diante dos questionamentos, o projeto foi aprovado pelo plenário da Assembleia Legislativa.
Dr. Aledson afirmou que continuará acompanhando a execução da despesa e cobrando informações detalhadas sobre a aplicação dos recursos públicos.
“O papel do deputado é fiscalizar. Quando se trata de milhões de reais do contribuinte, a transparência não pode ser opcional; ela deve ser uma obrigação permanente do poder público”, finalizou.
Assessoria









