O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Republicanos), abriu uma janela rara dos bastidores da política paraibana e revelou, nesta segunda-feira (8), durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da Rádio FM 100.5, que decisões não tomadas no tempo certo podem ter redesenhado o cenário eleitoral de 2026.
Ao comentar a reunião realizada na Granja Santana com o ex-governador João Azevêdo e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, Adriano afirmou que, se tivesse sido convidado naquele momento para ocupar a vaga de vice na chapa do governador Lucas Ribeiro, o quadro político hoje poderia ser outro.
“Se eu tivesse sido escolhido vice, o cenário da política da Paraíba hoje seria outro”, afirmou.
Na avaliação de Adriano, a indefinição abriu espaço para movimentos que enfraqueceram a base governista. Ele citou o afastamento de Felipe Leitão e disse acreditar que, com uma decisão mais rápida, o deputado não teria deixado o grupo. Galdino foi além e avaliou que até a movimentação de Cícero Lucena poderia ter seguido outro rumo.
“Felipe Leitão não teria saído da base. Tenho convicção disso. Talvez nem Cícero tivesse deixado a Prefeitura para entrar nesse debate político”, declarou.
O presidente da Assembleia também revelou uma conversa com a deputada Francisca Motta logo após a reunião. Segundo ele, Francisca teria dito que o grupo errou ao não sair da Granja com a definição de seu nome como vice. Para Adriano, o tempo acabou confirmando aquela leitura.
A fala tem peso porque parte de um dos principais articuladores da política paraibana. Adriano não apenas comentou o passado: fez uma leitura do presente. No tabuleiro de 2026, sua declaração funciona como uma espécie de recado interno sobre estratégia, tempo político e custo da demora.
Sem romper pontes, mas sem esconder incômodo, Adriano colocou na mesa uma tese forte: em política, a vaga que não se ocupa no momento certo pode virar espaço para perda de aliados.
Por: Napoleão Sores







