O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), descartou nesta quarta-feira (15/04) um ato de intervenção estadual em Cabedelo devido à crise institucional enfrentada na cidade.
A tomada do município pelo Governo do Estado foi defendida por alguns políticos e ventilada na imprensa após a deflagração da Operação Cítrico, que afastou na manhã desta terça-feira (14/04) o prefeito recém eleito Edvaldo Neto (Avante) por suposto envolvimento com uma facção criminosa que é braço do Comando Vermelho (CV) na Paraíba.
De acordo com a investigação do Gaeco do Ministério Público da Paraíba (MPPB), o ex-gestor teria atuado na continuidade de um esquema que facilitaria a lavagem de dinheiro da organização criminosa por meio de contratos com uma empresa que firmou contratos com a Prefeitura. A suposta atuação da administração pública na cidade portuária em conluio com o crime organizado é investigada desde o mandato de Vitor Hugo, citado no documento da operação de ontem.
Em entrevista, Lucas avaliou que qualquer possibilidade de intervenção em Cabedelo precisa ser determinada em conjunto com o Judiciário e que não está no radar do Governo do Estado.
“Essa é uma decisão que deve ser tomada em conjunto com poderes, inclusive Ministério Público da Paraíba, Tribunal de Justiça da Paraíba. Isso não está na mesa de discussão. Eu vi as pessoas ventilando. A gente sabe da gravidade. Espera e conta com a apuração dos fatos. De nossa parte, vamos continuar combatendo o crime organizado na Paraíba. A Polícia Civil tem tido uma atuação forte, firme, no combate ao crime organizado. A gente vai, esse mês ainda, inaugurar uma sede da central do grupo de operações que faz esse trabalho contra o crime organizado”, enfatizou.
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