O presidente da Câmara Municipal de Cabedelo, José Pereira (Avante), tomou posse como prefeito interino do município na manhã desta quarta-feira (15), após o afastamento do gestor Edvaldo Neto (Avante) por decisão judicial no âmbito da “Operação Cítrico”, da Polícia Federal (PF). A mudança no comando do Executivo municipal ocorre em meio a uma investigação que apura um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de organização criminosa com atuação na cidade.
Durante o discurso de posse, José Pereira destacou o momento delicado vivido pelo município e defendeu a estabilidade administrativa. “Assumo esta missão com serenidade e responsabilidade. Meu compromisso é com a estabilidade da cidade e com o respeito às instituições. Confio na Justiça e no pleno esclarecimentos dos fatos”, afirmou.
O novo gestor também afirmou que a prioridade será manter o funcionamento dos serviços públicos. “Cabedelo seguirá avançando com equilíbrio, diálogo e dedicação ao nosso povo”, pontuou. “Estou aqui para cuidar da cidade e garantir que tudo continue funcionando”, destacou.
A operação da Polícia Federal aponta a existência de um grupo suspeito de direcionar contratos públicos a empresas fornecedoras de mão de obra, com possível ligação com a facção “Tropa do Amigão”, citada como braço do Comando Vermelho. Segundo as investigações, haveria infiltração de integrantes da organização criminosa na estrutura da prefeitura, além do uso de contratos administrativos para movimentação de recursos e manutenção de influência política.
O caso também envolve suspeitas de participação de agentes públicos e empresários em um esquema que pode alcançar cerca de R$ 270 milhões em contratos sob investigação.
Edvaldo Neto havia sido eleito no último domingo (12), em eleição suplementar convocada pela Justiça Eleitoral após a cassação da gestão anterior. Antes disso, ele já ocupava interinamente a chefia do Executivo municipal.
Com a posse de José Pereira na Prefeitura, o vereador Wagner do Solanense (PV), que ocupava a 2ª vice-presidência, assumiu de forma interina a presidência da Câmara Municipal.
As investigações seguem sob sigilo e novas medidas podem ser adotadas pelas autoridades ao longo do andamento do processo.
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